terça-feira, 18 de agosto de 2009

GUIA DE PROFISSÕES: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

QUIROPRAXIA
É a área da saúde que trata e previne doenças dos sistemas nervoso, muscular e esquelético por meio de terapia manual, principalmente manipulação das articulações. O quiropraxista dedica-se à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das alterações de má posição articular, que interferem na função normal de músculos e nervos. Ele trata, por exemplo, de hérnia de disco, alteração postural e dor nas costas ou de cabeça. Para isso, faz uso de vários métodos terapêuticos, como terapia manual, exercícios físicos, reeducação postural e orientação nutricional. Pode trabalhar em parceria com fisioterapeutas e, caso seja necessário, encaminhar o paciente para tratamento com um ortopedista, reumatologista ou neurologista.

O mercado de trabalho
Como a profissão é relativamente nova no Brasil e são poucos os profissionais atuantes, o mercado de trabalho é promissor. As oportunidades aparecem nas clínicas multidisciplinares, nos clubes esportivos, nos spas e nas academias. Está em alta o profissional especializado em doenças ocupacionais como Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Nos hospitais, as vagas surgem para o especialista da área clínica e de saúde da família. O mercado está aquecido principalmente nas capitais, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Salvador (BA), mas cidades grandes do interior também estão à procura de profissionais do setor. A partir da regulamentação da profissão, cujo processo está em andamento, os quiropraxistas poderão atuar na saúde privada e atender convênios médicos.
O curso
O currículo aborda principalmente o tratamento das disfunções das articulações humanas por meio de procedimentos manuais chamados ajustes quiropráticos. Para isso, há muito treinamento prático, normalmente feito na clínica da escola. Na parte teórica, os alunos estudam disciplinas como anatomia, fisiologia, fisiopatologia da coluna cervical e biomecânica do movimento. A partir do sexto semestre começa o estágio supervisionado, que oferece atendimento à comunidade.
Duração média: cinco anos.
O que você pode fazer
Clínica
Atuar na prevenção e no tratamento de distúrbios neuro-músculo-esqueléticos, com sintomas como cefaléia, dor nas costas, contratura muscular e alteração postural.
Atividades multidisciplinares
Prevenir e tratar lesões esportivas, em clubes e academias, e lesões causadas por esforço de repetição (Dort), em empresas. UOL Vestibular.

GUIA DE PROFISSÕES: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

OBSTETRÍCIA
São as técnicas e conhecimentos para gestantes, parturientes, recém-nascidos e familiares. O bacharel cuida do atendimento à gestante no período de pré-natal e parto, visando à normalidade no nascimento e à qualidade da saúde da mulher. Também presta assistência no pós-parto às mães e a recém-nascidos durante o período neonatal - primeiros 28 dias de vida - e dá apoio psicológico à família da gestante. Atua em postos de saúde, unidades básicas, casas de parto, hospitais, maternidades e clínicas, tanto do setor privado como do público, e está habilitado a realizar parto normal com uma equipe médica ou mesmo sozinho. Pode atender em domicílio, auxiliando o parto normal. No pré-natal, faz os procedimentos para verificar se a gestação está transcorrendo bem, como a medição da circunferência da barriga e o controle da pressão arterial. Pode pedir exames médicos, como ultra-sonografia. Caso haja problemas com a mãe ou o bebê, encaminha a paciente ao médico especialista.

O mercado de trabalho
A primeira turma de graduação se forma no final de 2008 na USP Leste. Os maiores empregadores desse profissional são maternidades, hospitais e postos de saúde. Neste caso, há expectativa de que os especialistas em pré-natal e parto sejam bem aceitos e encontrem vagas em todo o país. As maternidades particulares de cidades de médio porte, que buscam se modernizar, são prováveis contratantes do bacharel. Existe no mercado uma procura por obstetras no atendimento pós-parto e em apoio familiar, o que possivelmente abrirá novas oportunidades nessa área. O profissional pode trabalhar ainda como autônomo, realizando parto normal em domicílio.

O curso
O curso tem matérias da área de biológicas, como bioquímica, genética e farmacologia, e outras específicas, como assistência à mulher no período reprodutivo, mudanças fisiológicas na gravidez e desenvolvimento fetal. Há matérias voltadas ao aspecto social, como psicologia da mulher e políticas dos programas de saúde. No segundo ano, o estágio é obrigatório. Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer
Pré-natal
Acompanhar e orientar física e emocionalmente a gestante durante toda a gravidez, realizar procedimentos de consultório, como a medição da pressão arterial, e solicitar exames para verificar as condições da mãe e do bebê.
Partos
Realizar partos normais em domicílio, clínicas e hospitais, sozinho ou em conjunto com a equipe médica. Atendimento a recém-nascidos Acompanhar o bebê durante o período neonatal, para verificar alimentação, estatura, peso e eventuais problemas de saúde.
Acompanhamento no pós-parto
Verificar a recuperação da parturiente durante o primeiro mês após o parto. Orientar sobre amamentação, métodos contraceptivos, adaptação da criança e planejamento familiar.
Apoio familiar
Orientar maridos sobre a importância da divisão de responsabilidades, as dificuldades que a gestante possa passar e como lidar com o bebê nos primeiros dias de vida. UOL Vestibular.

GUIA DE PROFISSÕES: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

BIOTECNOLOGIA
É a aplicação de conhecimentos químicos e biológicos e de novas tecnologias nas áreas da saúde, de alimentos, química e ambiental. O graduado na área de biotecnologia é um profissional multidisciplinar. Ele entende tanto de biologia quanto de química, física, estatística e informática. Na área da microbiologia, estuda fungos, bactérias, vírus e protozoários e as moléstias que eles causam em plantas e no organismo do homem e de animais. Pesquisa métodos de utilização desses microrganismos na produção de alimentos e bebidas, como laticínios, cerveja e vinho. O especialista em imunologia emprega esses microrganismos na produção de vacinas e kits de diagnóstico. Em indústrias alimentícias e farmacêuticas, cuida do controle do crescimento microbiano e da segurança e higiene no ambiente de trabalho, além de controlar a qualidade do produto final. Nos laboratórios de pesquisa farmacêutica, desenvolve pesquisas para novos medicamentos. Também atua em órgãos de controle ambiental, na avaliação e prevenção da contaminação da água e do solo. Com formação específica, atua como engenheiro de bioprocessos, projetando, construindo e operando equipamentos que reproduzem, em escala industrial, processos que envolvem células vivas, empregados na fabricação de medicamentos, cosméticos, alimentos ou química em geral.

O mercado de trabalho
Como os cursos superiores de Biotecnologia ainda são recentes no país, o graduado enfrenta a concorrência de técnicos e de outros profissionais da área de Ciências Biológicas no mercado de trabalho. Mas o setor cresceu especialmente no último ano por causa do lançamento pelo governo federal, em fevereiro de 2007, da Política Nacional de Desenvolvimento da Biotecnologia, que incentiva os estudos científicos na área. Os principais campos de atuação são de saúde humana e animal, meio ambiente e alimentos. O Brasil tem se destacado em pesquisas de vacinas, clonagens e produtos transgênicos – o aumento na produção do biodiesel já demanda trabalhadores que saibam manipular geneticamente as sementes usadas para produzir o combustível. Os estudos com o manuseio de embriões e células-tronco também têm aberto vagas para essa área. O especialista trabalha, ainda, em laboratórios de análises clínicas e na indústria farmacêutica, na qual é responsável pela produção de medicamentos e pelo controle de qualidade. Outro setor em ascensão é o de microbiologia ambiental, em que o biotecnólogo atua em projetos que visam à degradação de resíduos com auxílio de microrganismos. Como o diplomado ainda é pouco conhecido no país, o estágio durante o curso é fundamental para garantir um emprego no futuro. Atualmente, o graduado recebe salário semelhante ao de um biólogo recém-formado. As melhores oportunidades concentram-se nas regiões Sudeste e Sul, onde está grande parte das empresas de biotecnologia do país, como Allelyx e CanaVialis, ambas em Campinas (SP). A área acadêmica é forte ainda nas regiões Centro-
Oeste e Nordeste.
O curso
Os cursos dessa área nem sempre têm o mesmo direcionamento e, por isso, podem dar ênfase a um ou outro campo da biotecnologia. A UFRJ, por exemplo, tem graduação em Engenharia de Bioprocessos, enquanto o campus da USP em Lorena oferece o curso de Engenharia Bioquímica. Na região Sul, a UFPR e a Uergs apresentam Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Independentemente do enfoque, o currículo segue uma linha que é comum a todos. Na primeira metade do curso são ensinadas matérias básicas de cálculo, informática, química, física e biologia. A partir do segundo ano, começa a formação profi ssionalizante, com o estudo de engenharia bioquímica, biotecnologia vegetal e tecnologia de produção de vacinas. O estágio é obrigatório e o aluno deve apresentar um projeto de conclusão no último ano. Em algumas escolas o curso recebe o nome de Ciências Biológicas (biotecnologia).
Duração média: de quatro a cinco anos.

Outros nomes: Bioquím.; Ciên. Biol. (biotecnol. e meio amb.); Ciên. Biol. (ênf. em biotecnol.); Ciên. Fís. e Biomoleculares; Eng. Bioquím.; Eng. de Bioprocessos; Eng. de Bioprocessos e Biotecnol.; Eng. de Biossistemas.

O que você pode fazer
Meio ambiente
Estudar processos biotecnológicos para a recuperação de solos e o aprimoramento da agricultura. Pesquisar a poluição e a contaminação do ar, da água e do solo por microrganismos. Alimentos e bebidas Acompanhar a produção de alimentos e bebidas que levam microrganismos em sua composição, como queijos e cervejas.
Saúde
Pesquisar o uso de microrganismos na produção de medicamentos e vacinas. Identificar micróbios causadores de doenças em laboratórios de análises clínicas e institutos de pesquisa. Atuar na prevenção, no controle e no combate a infecções hospitalares.
Agronegócios
Aprimorar técnicas de combate a pragas e doenças nas lavouras e nos rebanhos
Fonte UOL, Vestibular.

GUIA DE PROFISSÕES: MEIO AMBIENTE E CIÊNCIAS AGRÁRIAS

ENGENHARIA DE HORTICULTURA
São os conhecimentos usados no cultivo de plantas medicinais e ornamentais, na silvicultura e na produção de hortifrutigranjeiros. Esse profissional aplica tecnologia de ponta no cultivo de frutas, verduras, legumes, plantas ornamentais, medicinais e aromáticas ou que servem como condimentos. Suas funções são semelhantes às do agrônomo, mas voltadas especificamente para produtos cultivados em hortas e pomares. Ele cuida das diversas fases dessas lavouras, do plantio à comercialização da safra, racionalizando o emprego de equipamentos, mão-de-obra e insumos. Pode trabalhar na extensão rural, em indústrias de alimentos, em empresas agrícolas e de refl orestamento e com pesquisa e ensino.

O mercado de trabalho
São os conhecimentos usados no cultivo de plantas medicinais e ornamentais, na silvicultura e na produção de hortifrutigranjeiros. Esse profissional aplica tecnologia de ponta no cultivo de frutas, verduras, legumes, plantas ornamentais, medicinais e aromáticas ou que servem como condimentos. Suas funções são semelhantes às do agrônomo, mas voltadas especificamente para produtos cultivados em hortas e pomares. Ele cuida das diversas fases dessas lavouras, do plantio à comercialização da safra, racionalizando o emprego de equipamentos, mão-de-obra e insumos. Pode trabalhar na extensão rural, em indústrias de alimentos, em empresas agrícolas e de refl orestamento e com pesquisa e ensino.

O curso
Os dois primeiros anos são voltados para a formação básica. Nessa fase, o currículo apresenta muita matemática, química, física, estatística e informática. Depois entram as disciplinas profissionalizantes, como fruticultura, olericultura (cultivo de legumes), hidráulica, irrigação e drenagem. Há matérias como fisiologia vegetal, fitopatologia, manejo e conservação de solos. O curso também inclui estudos na área de silvicultura (ciência dedicada ao reflorestamento), plantas medicinais e aromáticas, paisagismo e jardinagem. O estágio, antes do fim do curso, é obrigatório. Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer
Fruticultura
Gerenciar a produção, o transporte, o manuseio e o armazenamento de frutas.
Hortaliças
Planejar o plantio e a colheita de hortaliças, definindo e aplicando técnicas de conservação e adubação do solo e fazendo o controle de doenças e pragas.
Plantas medicinais
Elaborar projetos para a plantação e a comercialização de plantas medicinais. Pesquisar remédios fitoterápicos.
Plantas ornamentais
Projetar o cultivo e a comercialização de flores e plantas ornamentais, definindo a preparação do terreno, selecionando sementes e determinando como cada espécie deve ser produzida.
Silvicultura
Trabalhar em projetos de reflorestamento e exploração da madeira, buscando preservar a fertilidade do solo e os recursos naturais. UOl, Vestibular.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

GUIA DE PROFISSÕES: ARTES E DESIGN

MÚSICA
É a arte e a técnica de criar melodias combinando ritmos e sons vocais, instrumentais, acústicos ou eletrônicos. Esse bacharel pode compor, reger e interpretar obras eruditas e populares. Como compositor, cria peças e anota-as em partituras para ser executadas por instrumentistas e cantores. Como arranjador, faz versões de uma peça musical. Como maestro, dirige orquestras, bandas, conjuntos instrumentais e vocais. Já como intérprete, pode se especializar na execução de determinado instrumento ou dedicar-se ao canto. Atua em concertos, espetáculos, gravações de trilhas sonoras e de CDs, cria jingles para filmes comerciais e publicitários e dá aulas. Pode trabalhar em estúdios de gravação, produzindo música com aparelhos eletrônicos, ou trabalhar com a sonorização de espetáculos musicais e teatrais. Seja qual for sua área de atuação, é necessário que ele tenha domínio de programas de computação que controlam o registro e a edição de arranjos musicais em equipamentos digitais de reprodução e gravação.

O mercado de trabalho
Boa parte dos bacharéis em Música exerce mais de uma atividade simultaneamente. Essa é uma forma de driblar a concorrência com músicos autodidatas e egressos de cursos livres. Uma atividade em ascensão é a composição de jingles e trilhas sonoras para programas de TV, cinema e publicidade, bem como a criação de peças musicais para novas mídias como videogames, ringtones e esperas telefônicas. Quem trabalha com música erudita tem um campo de trabalho mais restrito, mas em expansão. Hoje, praticamente todos os estados têm uma orquestra sinfônica. Uma área que começa a despontar é a de restauração de partituras, em que o músico se dedica à pesquisa para recuperar obras brasileiras do período colonial. Regência de corais estudantis e corporativos é um segmento com oferta constante de trabalho. As melhores oportunidades estão em São Paulo (na capital e em algumas cidades do interior), no Rio de Janeiro e, em menor grau, na Bahia, em Brasília, em Curitiba e em Florianópolis. A área de ensino ainda é a que mais emprega. O músico pode dar aulas para crianças e adultos em escolas, universidades e conservatórios públicos e particulares.
O curso
Disciplina diária de estudo e, na maioria das escolas, alguma vivência no campo musical são pré-requisitos básicos para quem quer fazer esse curso. O processo de ingresso inclui teste de conhecimentos gerais sobre a área e uma prova de aptidão, nos quais são avaliadas a capacidade técnica e a habilidade em Música. A matriz curricular é composta de disciplinas como história da música, percepção musical e história da arte. O bacharelado oferece habilitação em canto, composição, regência e instrumento. A formação para o futuro professor de música é obtida com a licenciatura, que pode receber diferentes denominações, como Educação Artística (música), Educação Musical e Música (educação musical).
Duração média: quatro anos para canto, instrumento e licenciatura; seis para composição e regência.

Outros nomes: Artes (mús.); Canto; Canto (erudito); Comp. e Regência; Comp. e Regência (comp.); Comp. e Regência (regência); Educ. Art. (mús.); Educ. Musical; Educ. Musical (ens. musical esc.); Instr.; Instr. (cordas); Instr. (órgão e cravo); Instr. (orquestra); Instr. (teclado com piano).
O que você pode fazer
Canto
Atuar em óperas ou recitais e também em gravações. Organizar e fazer a preparação vocal de corais.
Composição e arranjo
Criar partituras musicais para instrumentistas ou cantores. Elaborar trilhas sonoras de filmes, peças teatrais, CD-ROMs e websites, assim como jingles para filmes publicitários.
Ensino
Dar aulas na pré-escola (Educação Musical), no ensino fundamental, médio e superior e também em escolas de música.
Instrumento
Tocar um instrumento como solista e em orquestras, bandas ou grupos instrumentais de formações diversas.
Pesquisa
Desenvolver pesquisas acadêmicas e de resgate de cultura na área de música.
Regência
Organizar, ensaiar e dirigir conjuntos, orquestras e corais. Escolher as peças e os intérpretes que irão executá-las. Coordenar ensaios e orientar instrumentistas e cantores.

GUIA DE PROFISSÕES: COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

MULTIMÍDIA
É a aplicação de conhecimentos e técnicas de comunicação para a criação e produção na mídia eletrônica e digital. O profissional de multimídia é, antes de mais nada, multidisciplinar. Ele trabalha fundamentalmente em criação, implantação e administração de recursos de texto, imagem, som e animação na mídia eletrônica, que permite a interatividade. Para organizar sites e produzir CD-ROMs, esse bacharel reúne conhecimentos e competências em várias áreas, como redação jornalística e publicitária, design digital, programação de computador, tratamento de som e de imagem. Lida com a realidade virtual e cria ambientes interativos utilizando softwares, linguagens computacionais e ferramentas de navegação pela internet. Em parceria com jornalistas, trabalha em provedores de conteúdo, agências de publicidade, editoras e em outras empresas.

O mercado de trabalho
As ofertas de trabalho estão em alta e continuam com perspectivas de crescimento. As melhores oportunidades concentram-se nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas o Sul do país tem atraído muitos profissionais em conseqüência do aumento do número de veículos de comunicação na região. Os formados encontram vagas em emissoras de rádio e TV, jornais e revistas on-line, produtoras de cinema, agências publicitárias, instituições educacionais e no departamento de comunicação de órgãos públicos, empresas privadas e ONGs. A área de produtoras e estúdios de web, carente em profissionais qualificados em desenvolvimento de sites e portais, é a que mais contrata, seguida por agências de publicidade. O setor educacional absorve muitos profissionais, principalmente os especialistas em tecnologia de mídia. Para quem tem título de mestre ou doutor, boas oportunidades surgem em instituições de ensino superior para ministrar aulas presenciais ou para os cursos a distância. A expansão do cinema nacional também tem aberto vagas, em especial nas áreas de roteirização e apoio à direção de arte e de fotografia.

O curso
A maioria dos cursos dá ênfase a uma área específica. Outros, como o da PUC-SP, formam um profissional multidisciplinar. Nesse caso, o aluno é capacitado para desenvolver projetos de comunicação de diferentes formatos e em plataformas variadas, como áudio, vídeo, hipermídia (sites, CD-Roms e DVDs), animação, texto e fotografia. O currículo é formado por disciplinas como teoria da comunicação, design digital e história da arte. Em algumas escolas, no terceiro ano, o aluno escolhe uma habilitação específica. Em outras, essa formação é dada como habilitação da graduação em Comunicação Social ou Artes Visuais. O estágio não é obrigatório, mas ajuda a ingressar no mercado de trabalho. Duração média: quatro anos.
Outros nomes: Artes Vis. (multimídia); Comun. em Multimeios; Comun. Soc. (comun. dig.); Comun. Soc. (hipermídia); Comun. Soc. (mídia eletrôn.); Comun. Soc. (mídias dig.); Comun. Soc. (multimídia); Comun. Soc. (prod. em mídia dig.); Design (mídia dig.); Design de Games; Mídias Dig.; Tecnol. Dig.; Tecnol. e Mídias Dig.

O que você pode fazer
Design gráfico
Coordenar desenhistas, ilustradores e diagramadores na elaboração do desenho das páginas de sites na internet, equilibrando texto e imagem. Edição de som Montar arquivos com músicas, diálogos ou monólogos para veiculação em mídia eletrônica.
Edição de texto
Participar de equipes multidisciplinares na elaboração e montagem de textos e hipertextos para auxiliar a navegação na internet e em CD-ROMs.
Tecnologia da mídia
Definir e acompanhar a aplicação de softwares para a internet. Estabelecer links, abrir imagens, reproduzir arquivos de som e amarrar hipertextos.
Profissões, UOL Vestibular.

GUIA DE PROFISSÕES: ARTES E DESIGN

DANÇA
É a seqüência de movimentos corporais, executados de maneira rítmica e ao som de música, para narrar uma história ou expressar uma idéia ou emoção. O bacharel em Dança monta e dirige espetáculos musicais para teatro, cinema ou TV. Também atua como bailarino, fazendo parte de um corpo de baile, e está apto a lecionar em academia. Quem faz licenciatura pode dar aulas de dança como parte da disciplina de Artes (antiga Educação Artística) em escolas públicas ou particulares. O profissional pode trabalhar, ainda, em coreografia, definindo os passos e os movimentos que os bailarinos devem executar no palco. Instituições penais e de saúde costumam contratar esse profissional para ajudar na recuperação e na reintegração de adolescentes, crianças e portadores de deficiência física e mental.

O mercado de trabalho
Com o mercado cultural em ascensão por causa das leis de incentivo, aumentam as vagas em companhias de dança e de teatro, que conseguem viabilizar seus espetáculos com os recursos obtidos junto a empresas. O cinema e a TV, bem como as agências de eventos e de publicidade, contratam coreógrafos e dançarinos para fazer parte de elencos. A área de pesquisa está aquecida e o governo oferece apoio à dança por meio de concursos e prêmios, como o Klauss Vianna, da Funarte. Ministrar aulas em escolas, em academias ou particulares é sempre uma boa opção. Shows e eventos corporativos dão oportunidades de trabalho, sem falar nas escolas de samba, que, em sua maioria, têm pelo menos um bailarino ou coreógrafo. Profissionais de dança são contratados também para dar aulas no ensino básico. Quem tem título de mestre ou doutor pode atuar em universidades. ONGs e instituições que trabalham com populações carentes e portadores de necessidades especiais requisitam o bacharel para desenvolver ou participar de projetos sociais nos quais a dança é usada como instrumento de melhoria da qualidade de vida e reinserção social dos assistidos. As melhores oportunidades para bailarinos e coreógrafos estão nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas Gerais e da Bahia.

O curso
Além de aulas práticas, de técnicas de dança, improvisação e coreografia, há a parte teórica, com
disciplinas como anatomia, psicologia, filosofia e comunicação e expressão. O curso de bacharelado forma profissionais habilitados a participar de espetáculos e a pesquisar novas linguagens na dança. Já a licenciatura qualifica para o ensino em escolas. O estágio é obrigatório e é uma boa porta de entrada no mercado. Os alunos precisam fazer uma monografia ou uma produção artística em Dança na conclusão do curso.

Duração média: quatro anos.

Outro nome:
Dançarino Profissional
O que você pode fazer
Bailado
Criar e executar coreografias, individualmente ou em conjunto.
Coreografia
Planejar e definir a seqüência de movimentos que serão executados pelos bailarinos.
Direção
Criar e coordenar apresentações de balé. Escolher e dirigir os dançarinos e definir com os assistentes a cenografia, os figurinos e a iluminação do espetáculo.
Preparação corporal
Orientar e ensaiar bailarinos e outros artistas para um espetáculo de dança ou teatro. Coordenar workshops e cursos sobre o tema

GUIA DE PROFISSÕES: COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

CINEMA E VÍDEO
É a elaboração e a produção de audiovisuais artísticos, documentais ou jornalísticos. O cineasta produz filmes e vídeos de curta ou longa-metragem, sejam eles autorais, publicitários ou institucionais, sejam documentários ou de treinamento. Pode criar ou adaptar histórias para escrever o roteiro, envolver-se com a escolha do elenco e dos cenários ou, ainda, definir a iluminação, a fotografia, a sonorização e a edição das imagens filmadas.

Precisa ter paciência e disposição para o ritmo irregular de trabalho e para lidar com orçamentos limitados e prazos curtos. É fundamental ter facilidade para relacionamentos, já que esse é um trabalho em equipe.


O mercado de trabalho
Com o interesse crescente das empresas em vender seus produtos e sua imagem por meio de recursos audiovisuais, o mercado de fi lmes institucionais apresenta-se com uma boa alternativa para o profissional. O início da TV digital no país também deve abrir muitas oportunidades. No segmento de TV a cabo, as operadoras estrangeiras estão se unindo e reservando parcela de seu orçamento para investir em programas e séries de TV rodados no Brasil.

As maiores oportunidades são para editores de imagem, diretores de fotografia e, principalmente, roteiristas.

Normalmente, o recém-formado inicia como estagiário ou assistente em produtoras para, depois de adquirir experiência, assumir o cargo.


Além do eixo Rio–São Paulo, o maior mercado nessa área, outras regiões começam a oferecer espaço para o profissional, sobretudo o Sul do país, além de Minas Gerais e Brasília. Destaque também para Pernambuco e Bahia, onde a indústria cinematográfica ganha força.


O curso
O aluno entra em contato com todas as fases de criação cinematográfi ca, da redação do roteiro à direção e montagem do filme. Disciplinas específicas, como teoria cinematográfica e história do cinema, alternam-se no currículo com técnicas de gerenciamento e produção. A maior parte do tempo é dedicada a aulas práticas em laboratórios de fotografia, montagem e sonorização.


Algumas escolas, como a UFMG, oferecem a habilitação em Artes Visuais com especialização em Cinema de Animação. Em outras, Cinema é habilitação da graduação em Comunicação Social. O estágio, bem como o trabalho de conclusão de curso, são obrigatórios.


Duração média: quatro anos.


Outros nomes:
Artes Vis. (cin. de anim.); Cin.; Cin. de Anim.; Cin. Dig.; Cin. e Audiovisual; Comun. Soc. (cin. e mídias dig.); Comun. Soc. (cin. e vídeo); Comun. Soc. (cin.).


O que você pode fazer
Animação
Criar imagens usando elementos diversos, como desenho, fotografia, massa de modelar, papel e computação gráfica.


Direção
Coordenar a execução de um filme, desde a aprovação do roteiro e escolha do elenco até o planejamento da produção, a definição da iluminação e dos figurinos e a edição das cenas.


Direção de arte
Definir os aspectos visuais e sonoros de um filme, escolhendo com o diretor as cores, os espaços e os ambientes das cenas. Coordenar o trabalho de cenógrafos, figurinistas, maquiadores e atores, para garantir uniformidade às cenas.


Fotografia
Planejar a iluminação das cenas que serão filmadas, a fim de transmitir as idéias, as emoções e o clima definidos no roteiro e pelo diretor.


Montagem (edição)
Selecionar e juntar as cenas rodadas para ordenar a narrativa e dar unidade artística ao filme ou ao vídeo.


Produção
Planejar, organizar e executar as ações indispensáveis para a filmagem, da captação de dinheiro à contratação de diretores, atores, técnicos e pessoal de apoio.


Roteiro
Adaptar ou escrever histórias originais para a filmagem.


Sonorização
Gravar, mixar e editar a trilha sonora do filme, como ruídos e música. Profissões, UOL Vestibular.