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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MEC: 1/3 dos estudantes que fizeram o Enem se inscreveram no Sisu

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registraram às 23h59 desta quinta 2.020.157 de inscrições efetuadas por 1.080.194 candidatos (os candidatos poderiam optar por até duas opções de cursos e instituições, o que poderia configurar mais de uma inscrição). Segundo o Ministério da Educação (MEC), o número de inscritos representa aproximadamente um terço dos 3,2 milhões de estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010.

Dentre estudantes que se submeteram as provas do Enem estão incluídos além dos que se inscreveram no Sisu, aqueles que o fizeram apenas para conseguir a certificação do ensino médio; os que pretendem vagas no Prouni; os que pretendem bolsas no FIES; os treineiros e, finalmente, aqueles que ao tomar conhecimento das notas de corte, já se consideraram impossibilitados de disputar uma vaga.

Decisão da Justiça

A Justiça Federal no Rio de Janeiro concedeu liminar prorrogando o período de inscrições para o Sisu até o dia 26 deste mês. O juiz Alberto Nogueira Júnior alega que haverá sobrecarga do sistema, já que apenas um terço dos 3,3 milhões de estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se inscreveram no Sisu até o início da noite desta quinta.

No entanto, o MEC encerrou as inscrições às 23h59, como previsto. Em nota, o ministério afirma que está estudando, com a Advocacia-Geral da União (AGU), de que forma cumprirá a decisão do juiz, já que não é possível permitir novo prazo de inscrições no sistema somente para os estudantes do Rio de Janeiro.

"Além do que, em isolando, estaria configurando uma quebra da isonomia, uma vez que o concurso é nacional, envolve estudantes de todos os estados da Federação e 83 universidades e institutos federais de todo o País", acrescenta a nota.

 
Sisu
O Sisu é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, por meio do qual as instituições públicas de educação superior participantes selecionam novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Enem. O processo seletivo do Sisu a ser realizado no primeiro semestre de 2011 selecionará candidatos a vagas para ingresso em cursos no primeiro semestre e, em algumas instituições, também para o segundo semestre de 2011.
Participam do processo seletivo 2011/1 do Sisu 83 instituições de ensino superior, sendo 39 universidades federais, 05 universidades estaduais, 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e uma instituição isolada. A lista das instituições participantes e dos cursos oferecidos pode ser consultada no portal do Sisu.
Com informações da Agência Brasil




domingo, 27 de dezembro de 2009

Após supervisão, MEC quer fechar quatro cursos de direito; veja quais são

Da Redação UOL
Em São Paulo


O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta terça-feira (22) que pretende fechar quatro cursos de direito entre os 14 que estavam sob processo de supervisão. A Secretaria de Educação Superior (Sesu) já determinou a abertura de processos administrativos para o encerramento. Os cursos são os das seguintes instituições:


•Universidade Paulista - campus de Manaus (AM);


•Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas - Rio de Janeiro (RJ);


•Universidade Castelo Branco - Rio de Janeiro (RJ);


•Universidade Metropolitana de Santos - Santos (SP).


Os quatro devem suspender desde já o ingresso de alunos. Estão garantidos os direitos dos atuais estudantes à transferência e à conclusão dos estudos. As instituições terão a oportunidade de apresentar defesa no prazo de 15 dias após o recebimento de notificação da Sesu.


As quatro instituições foram procuradas pela reportagem. A Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, no Rio de Janeiro, informa não ter recebido oficialmente o relatório do MEC e diz que vai recorrer da decisão. A Unip afirmou por nota que "não teve, até o momento, acesso aos documentos" e informa que também vai recorrer da decisão. 


Outros cinco cursos, que cumpriram parcialmente as medidas de saneamento determinadas pela Sesu, sofrerão processos administrativos para encerramento da oferta, com possibilidade, ao final, de substituição da sanção por redução adicional de vagas.


A decisão faz parte do relatório final da supervisão de 14 cursos. Expirado o prazo de saneamento das deficiências, eles foram reavaliados pela Comissão de Especialistas em Ensino Jurídico, composta por representantes indicados pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Abedi (Associação Brasileira de Ensino do Direito).


As novas visitas constataram que algumas instituições responsáveis pelos cursos deixaram de promover, no prazo de 12 meses, as melhorias previstas nos termos de saneamento de deficiências (TSD). A partir da reavaliação da comissão, a Sesu determinou a abertura dos processos.


Processos arquivados

O balanço da supervisão prevê o arquivamento dos processos relativos a outros cinco cursos. De acordo com o parecer da comissão de especialistas, as instituições adotaram as medidas previstas nos termos assinados. Elas terão, assim, de manter a redução inicial de vagas determinada no início da verificação.


A supervisão de direito, que registra 75 cursos com termos de saneamento de deficiências assinados, já representou a redução de 21.160 vagas, o que equivale a 47% das 45.178 inicialmente oferecidas.

Os demais cursos submetidos a aferição pelo MEC estão em fase de recebimento de visitas de reavaliação para que seja verificado o cumprimento das medidas. As visitas devem ocorrer ao longo do ano letivo de 2010 - 49 cursos devem ser visitados até maio.

Entre os aspectos verificados estão a composição do corpo docente, consideradas a titulação e o regime de trabalho; a atuação da coordenação e dos professores na implementação do projeto pedagógico; a infraestrutura e o acervo bibliográfico.

Histórico
O processo de supervisão especial dos cursos de direito teve início em 2007, a partir de resultados insatisfatórios no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no indicador de diferença de desempenho esperado e observado (IDD) de 2006.


A partir dos resultados, 89 cursos foram submetidos à supervisão. Após análise de documentos, 79 mantiveram-se sob inspeção. Alguns foram excluídos por estarem vinculados ao sistema estadual de ensino; outros tiveram correção da nota do Enade ou apresentaram condições adequadas de oferta depois de visitados. Um deles encerrou voluntariamente a oferta após o início da supervisão.


As instituições, após diagnósticos apresentados e visitas realizadas, foram avaliadas e firmaram termos de saneamento de deficiências - comprometeram-se a realizar, em 12 meses, as adequações necessárias para garantir a qualidade dos cursos. Ao fim do prazo, aquelas que deixaram de cumprir satisfatoriamente as medidas do termo sofreram processo administrativo para encerramento da oferta.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

MEC poderia comprar mais de 6 milhões de livros didáticos com prejuízo do Enem 2009

Bárbara Paludeti
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Com o prejuízo provocado pelo vazamento da prova do Enem 2009, o MEC (Ministério da Educação) poderia adquirir mais de 6 milhões de livros didáticos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Os custos de impressão dos mais de 4 milhões de jogos de provas - que serão descartados depois que a fraude foi descoberta - foram estimados em R$ 30 milhões pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (1º).

R$ 30 MILHÕES: QUANTO ISSO REPRESENTA NA EDUCAÇÃO

6 milhões de livros didáticos

um ano de estudo para 19 mil alunos

205 ônibus escolares

7 milhões de entradas para cinema

A prova, que seria aplicada no próximo final de semana para mais de 4,1 milhões de candidatos, foi suspensa na madrugada desta quinta, após o MEC ter tomado conhecimento da quebra de sigilo do exame.
De acordo com Haddad, a pasta ainda não sabe se o prejuízo será arcado pelo governo ou pelo consórcio que opera a aplicação. "Nós estamos neste momento cuidando de duas questões: da realização do Enem e da apuração da responsabilidade. A partir da tarde, vamos nos debruçar sobre questões jurídicas", afirmou.
O UOL fez um levantamento para tentar dimensionar o tamanho do prejuízo dos cofres públicos.
Veja em que itens da educação essa verba poderia ser investida:

6 milhões de livros didáticos
Com os R$ 30 milhões referentes aos custos de impressão do Enem, seria possível comprar mais de 6 milhões de livros didáticos.
O custo médio por exemplar é de R$ 4,87 no Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Esse foi o valor negociado pelo programa para os títulos do ensino fundamental de 2010. A União vai pagar R$ 504.994.676,54 por 103.581.176 livros adquiridos.

Manutenção de 19 mil alunos do ensino médio por um ano
Os custos de R$ 30 milhões referentes à impressão da prova do Enem 2009 seriam suficientes para manter 19.083 alunos do ensino médio por aproximadamente um ano.
Segundo os dados mais recentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 2007, o custo anual estimado por um aluno do ensino médio é de R$ 1.572. Esta estimativa refere-se aos gastos consolidados do Governo Federal, dos Estados e do Distrito Federal e dos municípios.
Se o cálculo for feito baseado em um estudante da educação terciária - graduação e pós-graduação - cujo custo é de R$ 12.322, seria possível manter 2.434 alunos por um ano com os tais R$ 30 milhões.

205 ônibus de transporte escolar
Esse montante também seria possível adquirir 205 veículos para levar e trazer estudantes. A estimativa foi feita com base nos valores do programa Ônibus Escolar, lançado pelo governo do Estado de São Paulo na terça-feira (29).
Foram gastos mais de R$ 94 milhões na aquisição de 645 ônibus (custo unitário de aproximadamente R$ 145.736) que serão cedidos em regime de comodato para auxílio no transporte de alunos das redes estadual e municipal de ensino.

7 milhões de meias-entradas de cinema
Segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), o preço médio do ingresso de cinema no primeiro semestre de 2009 ficou em R$ 8,56, consequentemente, a meia-entrada para estudantes ficou em torno de R$ 4,28.
Com R$ 30 milhões seria possível comprar mais de 7 milhões de meias-entradas para o cinema a estudantes brasileiros.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Veja as universidades, os centros universitários e as faculdades top 10 do MEC

Confira as universidades, os centros universitários e as faculdades top segundo o IGC (Índice Geral de Cursos), divulgado nesta segunda-feira (31), pelo MEC (Ministério da Educação).
Melhores universidades no IGC
1. Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
Federal, SP, Pontos 439

2. UFCSPA (Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre)
Federal, RS, Pontos 415

3. UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
Federal, MG, Pontos 410
Centros universitários
4. Ufla (Universidade Federal de Lavras)
Federal, MG, Pontos 405

5. UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Federal, RS, Pontos 402

6. UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
Federal,MG, Pontos 401

7. UFV (Fundação Universidade Federal de Viçosa)
Federal, MG, Pontos 398

8. UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
Federal, SP, Pontos 391

9. UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Federal, RJ, Pontos 386

10. UnB (Universidade de Brasília)
Federal, DF, Pontos 384
Centros universitários

1. IF-SC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina)
SC, Federal, Pontos 391

2. IF-Sul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense)
RS, Federal, Pontos 349

3. Fecap (Centro Universitário Fecap)
SP, Privada, Pontos 344

4. FAE (Centro Universitário Franciscano do Paraná)
PR, Privada, Pontos 337

5. Senac-SP (Centro Universitário SENAC)
SP, Privada, Pontos 318

6. UniRitter (Centro Universitário Ritter dos Reis)
RS, Privada, Pontos 313

7. Feevale (Centro Universitário Feevale)
RS, Privada, Pontos 310

8. Ifes (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo)
ES, Federal, Pontos 308

9. IF-GO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás)
GO, Federal, Pontos, 306

10. Unifra (Centro Universitário Franciscano)
RS, Privada, Pontos 301

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Conselho de Educação aprova fim de disciplinas no ensino médio; cem escolas devem implantar

Da Redação UOL
Em São Paulo
O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou nesta terça-feira (30), em Brasília, a proposta do MEC (Ministério da Educação) de apoiar currículos inovadores para o ensino médio. Pelo projeto, será possível lecionar os conteúdos de maneira interdisciplinar, sem que sejam divididos nas tradicionais disciplinas como história, matemática ou química. O aluno também terá condições de escolher parte de sua grade de estudos.

A partir de 2010, cerca de cem escolas deverão receber financiamento da pasta para implantar mudanças curriculares com o objetivo de tornar a etapa de estudos mais atraente.
"Esperamos que essa proposta seja acompanhada e avaliada e possa se tornar uma política universal", disse a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. De acordo com ela, a intenção é que o programa seja estendido e que todas as escolas que oferecem ensino médio possam adotar as mudanças curriculares.
"Nossa intenção não é ter escolas modelos, mas que todas possam oferecer ensino de mais qualidade", disse o coordenador-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões.

Como funciona a ideia
Pela proposta, o ministério financiará projetos de escolas públicas que privilegiem, entre outras mudanças, um currículo interdisciplinar e flexível para o ensino médio. A intenção é que a atual estrutura curricular - organizada em disciplinas - seja substituída pela organização dos conteúdos em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, para que os conteúdos ensinados ganhem maior relação com o cotidiano e façam mais sentido para os alunos. Outra mudança a ser estimulada é a flexibilidade do currículo: 20% da grade curricular deve ser escolhida pelo estudante.
O texto prevê o aumento da carga horária mínima do ensino médio - de 2,4 mil horas anuais para 3 mil - além do foco na leitura, que deve passar por todos os campos do conhecimento.
A proposta estimula experiências com a participação social dos alunos e o desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho.
Segundo Artexes, a partir das recomendações do CNE à proposta, o ministério terá condições de organizar o programa e apresentá-lo aos estados e ao Distrito Federal. "Nos próximos 40 dias, o ministério definirá o volume de recursos disponível para o programa e a forma de financiamento, se diretamente à escola ou se por meio de convênio com as secretarias estaduais", afirmou.
Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Enem informa em tempo real chance de aluno entrar

da Folha de S.Paulo

O sistema unificado de seleção das universidades federais permitirá ao aluno saber em tempo real o curso em que tem mais chances de entrar. Integram o sistema apenas as federais que adotarem o novo Enem como única forma de seleção.
O candidato terá acesso ao sistema ao consultar o resultado do Enem, na internet, em janeiro. Com isso em mãos, será possível selecionar cinco cursos em até cinco universidades.
Conforme outros candidatos se inscrevem, forma-se um ranking. Com base na sua posição, o estudante saberá se tem nota suficiente para ser aprovado ou não -a nota de corte do curso será o parâmetro. Se não tiver, poderá optar por outro curso.
O mecanismo obrigará o aluno a ficar atento: como o sistema é on-line, se mais alunos escolherem o mesmo curso como primeira opção, entra quem obtiver a maior nota no Enem.
O candidato poderá trocar de universidade e/ou curso quantas vezes quiser, dentro de um prazo determinado -cerca de 20 dias. O MEC ainda não divulgou as datas.
(RICARDO GALLO)