terça-feira, 1 de setembro de 2009

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA FÍSICA

ENGENHARIA FÍSICA
É a aplicação de conhecimentos da Física na pesquisa e no desenvolvimento de materiais e tecnologias. É uma profissão muito nova no Brasil. A primeira turma formou-se em 2004. Com profundo conhecimento de Física, esse profissional faz a ponte entre as várias áreas da ciência e as tecnologias modernas, como os supercondutores. Pode criar, desenvolver e aplicar dispositivos que utilizam raios laser em equipamentos médicos e biomédicos. Nas indústrias química e petroquímica, projeta e testa novos equipamentos. Pode atuar, ainda, nas áreas de eletrônica, ótica linear e não linear, novos materiais, energia e meio ambiente.

O mercado de trabalho
Está em alta o mercado para o engenheiro físico. Como ainda existem poucos profissionais com essa graduação no Brasil, muitas vezes faltam candidatos para preencher vagas. Por ter uma formação generalista, ele se encaixa em diversos setores, principalmente nos de meio ambiente, energia, tecnologia, finanças, medicina, logística e transporte. Mas sua atuação se estende a outras áreas, como a financeira, que demanda conhecimento aprofundado de matemática; tecnologia da informação, que envolve aplicações de software e hardware; telecomunicações; e indústria farmacêutica. Citibank, Unibanco, Siemens, Motorola, Votorantim, Alcoa e Petrobras são exemplos de empresas com espaço para esse profissional, cujas habilidades estão diretamente ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Na indústria de equipamentos médicos, as chances de colocação também aumentam.Esse engenheiro é procurado para trabalhar tanto na parte de desenvolvimento e criação de novas soluções, em que coloca as técnicas da física a serviço da medicina, como no setor de vendas. As regiões Sul e Sudeste são consideradas as mais promissoras por causa da grande concentração de empresas e indústrias, mas a demanda pelo especialista cresce ainda no Nordeste.

O curso
O curso oferece uma formação abrangente e tem disciplinas de várias áreas do conhecimento. Das ciências humanas, por exemplo, o aluno estuda filosofia da ciência e sociologia do trabalho. Ele também recebe uma sólida formação em ciência básica por meio do estudo de matemática, física e química. O currículo de boa parte dos cursos dá ao estudante a possibilidade de concentrar sua formação em setores específicos, como materiais, eletrônica e mecânica, conforme seu interesse. O estágio profissional é obrigatório e deve ser cumprido no penúltimo semestre de curso, em período integral. Exige-se ainda uma monografia de conclusão de curso. Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer
Energia
Produzir equipamentos, componentes e tecnologias de captação e transmissão de energia solar, elétrica e nuclear.
Meio ambiente
Desenvolver dispositivos e técnicas para monitoramento e controle das condições ambientais.
Novos materiais
Criar e utilizar novos materiais para sensores e atuadores (magnéticos, elétricos e óticos) e para sistemas microeletrônicos.
Ótica linear e não linear
Desenvolver e aplicar dispositivos óticos para uso nas telecomunicações, em pesquisas e na medicina.
Supercondutores
Criar e projetar materiais e dispositivos a partir de cerâmicas supercondutoras para aplicações industriais e biomédicas.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA ELETRICA

ENGENHARIA ELÉTRICA
O Brasil iniciou o século XXI às voltas com o fantasma da crise energética. Essa situação mostrou a vulnerabilidade do setor elétrico nacional, mas, também, sua importância estratégica. Sem energia, a indústria e a agropecuária não produzem, o comércio não vende e os empregos desaparecem. Ou seja, sem energia, o país pára. Por outro lado, o setor energético depende da demanda desses outros segmentos para crescer. Na época do apagão, em março de 1999, a população respondeu prontamente ao pedido do governo para economizar energia e, assim, colaborou de maneira decisiva para evitar um cenário ainda mais complicado. Mas, como resultado da queda no consumo, as companhias produtoras e distribuidoras de eletricidade reduziram drasticamente o faturamento – o que ameaçou milhares de empregos. Hoje, a situação no país é bem diferente. O consumo de energia tem aumentado nas residências, no comércio e na indústria, por conta do bom desempenho econômico. Mas o medo do apagão persiste. “Ainda estamos inseguros quanto ao fornecimento de eletricidade e temos um sério problema de geração e transmissão. Esses segmentos precisam de investimento”, diz Paulo Barreto, diretor técnico da Barreto Engenharia, consultoria paulista especializada na prestação de serviços no setor elétrico. “Além disso, temos carência de mão-de-obra em geral e, particularmente, de profissionais competentes para ocupar as vagas abertas pelo setor”, afirma. Além de atuar na expansão do sistema elétrico nacional, esse engenheiro planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica (potência e energia). Também tem a possibilidade de especializar-se em eletrônica (computação, microeletrônica, circuitos integrados e telecomunicações) e é habilitado a especificar, construir e aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial. Trabalha em qualquer indústria que empregue ou construa componentes eletroeletrônicos: de fábricas de celulares e aparelhos de infraestrutura de telecomunicações a operadoras de sistemas de comunicação. O profissional pode, ainda, atuar em fábricas de motores e geradores e em empresas prestadoras de serviços em computação. O especialista em engenharia biomédica, por sua vez, administra a operação e a manutenção de equipamentos eletrônicos em hospitais e clínicas.

O mercado de trabalho
O mercado de transmissão e distribuição de energia elétrica está em alta de norte a sul do país. Enquanto concessionárias e empresas de energia como a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a Eletropaulo e a Bandeirantes investem no aumento da eficiência energética, construtoras como Camargo Correa e Andrade Gutierrez executam obras para comportar o crescimento do setor. Tanto nas companhias energéticas como nas empreiteiras, os graduados são bastante requisitados. "Outro nicho em evidência é o de pesquisa, feita em conjunto com instituições de ensino ou institutos de pesquisa. O engenheiro eletricista é requisitado para estudar fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica", explica Yara Maria de Oliveira, coordenadora do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. Outros dois campos em ascensão são as áreas de telecomunicações e Tecnologia da Informação (TI), aquecidos em função da chegada da TV digital ao país e ao uso das redes elétricas para a transmissão de dados.

O curso
Prepare-se para enfrentar muito cálculo. O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais divertida fica por conta das aulas práticas e dos experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação. A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, entre outras. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano. A duração média do curso é de cinco anos.
Outros nomes: Eng. de Prod. Eletromec.; Eng. de Prod. em Contr. e Autom.; Eng. Eletrôn.; Eng. Eletrôn. (ênf. em autom. e contr.); Eng. Eletrôn. (ênf. em autom. e telecom.); Eng. Eletrôn. (ênf. em telecom.); Eng. Eletrôn. e de Comput.; Eng. Eletrôn. e de Telecom.; Eng. Eletrot.; Eng. Ind. (elétr.); Eng. Ind. Elétr.; Eng. Ind. Elétr. (autom.); Eng. Ind. Elétr. (eletrôn.); Eng. Ind. Elétr. (eletrôn./telecom.); Eng. Ind. Elétr. (eletrot.); Eng. Ind. Elétr. (telecom.).

O que você pode fazer
Automação
Projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial.
Eletrônica
Desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição de dados (por exemplo, áudio, temperatura, umidade, pressão), transmissão de dados por rádiofreqüência, entre outros.
Eletrotécnica (potência e energia)
planejar e operar sistemas elétricos, desde a geração até a transmissão e a distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e também máquinas elétricas. Ampliar e dar manutenção a redes de alta tensão.
Engenharia biomédica
Especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir e fazer a manutenção de equipamentos. Instrumentação Projetar e desenvolver equipamentos para realização de medidas, registro de dados e atuadores.
Microeletrônica
Projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) para sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outros.
Telecomunicações
Desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagem e som. Projetar e construir equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais. UOL Vestibular

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA CIVIL

ENGENHARIA CIVIL
O primeiro bimestre de 2008 registrou recorde na abertura de postos de trabalho na construção civil. Segundo o Ministério do Trabalho, o crescimento não está concentrado apenas em uma região, mas ocorre em todo o Brasil. O aumento do emprego é reflexo do aquecimento do mercado imobiliário e, também, do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que prevê a modernização e a construção de aeroportos, redes de saneamento básico, pontes, estradas e ferrovias, entre outras obras. Estamos vivendo um ótimo momento com a retomada do investimento na infra-estrutura do país. Com isso, acredito que haverá oportunidades, sem precedentes, para o engenheiro civil, podendo até mesmo faltar profissionais no curto e médio prazos, afirma o engenheiro Roberto Muniz, presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) e diretor da Geosistemas Engenharia, de Recife (PE).
Quem faz o curso de Engenharia Civil tem pela frente várias possibilidades de atuação profissional. Além de projetar, gerenciar e executar obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos, o engenheiro civil tem como atribuição a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição do tipo de fundações. Com base nesses dados, o profissional desenvolve o projeto, especificando as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício e definindo o material que será usado. No canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisiona prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança. Cabe a ele garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais. Ele pode ainda dedicar-se à administração de recursos prediais, gerenciar a infra-estrutura e a ocupação de um edifício.

O mercado de trabalho
O primeiro bimestre de 2008 registrou recorde na abertura de postos de trabalho na construção civil. Segundo o Ministério do Trabalho, o crescimento não está concentrado apenas em uma região, mas ocorre em todo o Brasil. O aumento do emprego é reflexo do aquecimento do mercado imobiliário e, também, do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que prevê a modernização e a construção de aeroportos, redes de saneamento básico, pontes, estradas e ferrovias, entre outras obras. Estamos vivendo um ótimo momento com a retomada do investimento na infra-estrutura do país. Com isso, acredito que haverá oportunidades, sem precedentes, para o engenheiro civil, podendo até mesmo faltar profissionais no curto e médio prazos¿, afirma o engenheiro Roberto Muniz, presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) e diretor da Geosistemas Engenharia, de Recife (PE).
Quem faz o curso de Engenharia Civil tem pela frente várias possibilidades de atuação profissional. Além de projetar, gerenciar e executar obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos, o engenheiro civil tem como atribuição a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição do tipo de fundações. Com base nesses dados, o profissional desenvolve o projeto, especificando as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício e definindo o material que será usado. No canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisiona prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança. Cabe a ele garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais. Ele pode ainda dedicar-se à administração de recursos prediais, gerenciar a infra-estrutura e a ocupação de um edifício.
O curso
Disciplinas como matemática, física, estatística, desenho e lógica são o forte do currículo. Portanto, prepare-se para exercitar suas habilidades em cálculo e desenho. Há atividades em laboratório e matérias das áreas de administração e economia que ensinam técnicas e métodos de gerenciamento de projetos e equipes. Nos três anos finais, você cursa disciplinas mais ligadas às áreas de especialização escolhidas: estruturas, construção civil, hidráulica e saneamento, transportes ou geotecnia. Para obter o diploma, o estágio é obrigatório. Em algumas escolas, também se exige um trabalho de conclusão de curso. Há instituições que oferecem formação direcionada a uma habilitação, como estruturas e fundações ou transportes.
A duração média do curso é de cinco anos.

Outros nomes: Eng. de Fortificação e Constr.; Eng. de Prod. Civil; Eng. em Constr. Civil
O que você pode fazer
Construção urbana
Projetar, construir e reformar prédios e grandes instalações, como estádios esportivos, shopping centers e aeroportos.
Estruturas e fundações
Projetar e edificar fundações e estruturas de madeira, aço ou concreto, que dão apoio às construções, calculando o material necessário e as dimensões da obra.
Gerência de recursos prediais
Manter em ordem a infraestrutura de prédios e estabelecer padrões de qualidade, ocupação e uso do espaço.
Hidráulica e recursos hídricos
Projetar, gerenciar e executar obras de barragens, canais, reservatórios, sistemas de irrigação, drenagem ou obras costeiras.
Saneamento
Fazer o projeto e construir obras de saneamento básico, como redes de captação e distribuição de água e estações de tratamento de água e esgotos.
Transportes
Projetar e construir obras de infra-estrutura, como rodovias, ferrovias, viadutos, portos, metrôs e viadutos.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA BIOMÉDICA

ENGENHARIA BIOMÉDICA
Como tomar uma decisão empresarial sem interferir nas questões ambientais que afligem o mundo? O tema é quente, tratado com reserva no mundo dos negócios e, por conta disso, a carreira do engenheiro ambiental ainda é nova. “É uma área de graduação muito recente. Por isso, grande parte dos profissionais experientes vem de outras carreiras, como eu, que sou engenheiro civil. Quando estudei, há trinta anos, fui treinado para domar a natureza, ou seja, para derrubar florestas e abrir estradas. Os tempos são outros. Há uma demanda muito grande por mais gente no mercado, pois o que está em jogo é o futuro da humanidade”, conta Fernando João Rodrigues de Barros, engenheiro civil especializado em engenharia ambiental da Master Ambiental, em Londrina (PR). Esse profissional promove o desenvolvimento econômico sustentável, ou seja, que respeita os limites dos recursos naturais. “Na prática, ele ajuda empresas ou órgãos públicos a adequarem seu funcionamento à legislação, que nessa área é muito nova. Além de as questões ambientais serem uma grande preocupação da sociedade, as empresas não querem ter sua imagem atrelada a impactos negativos na natureza. Na Master, lidamos com licenciamento na área de meio ambiente de empreendimentos imobiliários”, afirma Barros. O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. A principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo. O profissional realiza estudos de impacto ambiental e propõe soluções que visam ao aproveitamento racional dos recursos naturais. Além disso, elabora e executa planos, programas e projetos de gerenciamento de recursos hídricos, saneamento básico, tratamento de resíduos e recuperação de áreas contaminadas ou degradadas. Pode ocupar-se, ainda, do estudo de várias fontes de energia e da avaliação do potencial energético de uma região.

O mercado de trabalho
A procura pelo engenheiro ambiental é grande, principalmente por causa das exigências legais de proteção ao meio ambiente. Empreendimentos que exigem avaliações de impacto ambiental, como usinas termoelétricas, indústrias de base (química e petroquímica, de mineração, side rurgia e de papel e celulose) e grandes obras de infra-estrutura (rodovias e ferrovias), buscam cada vez mais o especialista para o controle de poluição. O mercado de crédito de carbono, mecanismo instituído para reduzir os níveis de poluição global, amplia as possibilidades para o profissional. "Para participar dessa área, as empresas precisam realizar cálculos de emissão e absorção de dióxido de carbono de seus processos industriais. E o engenheiro ambiental é capacitado para essa função", diz Sueli do Carmo Bettine, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), em São Paulo. O especialista em tratamento de efluentes industriais tem boa chance de colocação. No setor público, há vagas em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. A Empresa Brasiliera de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem aberto vagas na área de estudos climáticos. No setor privado, o graduado pode atuar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo. O engenheiro ambiental pode trabalhar em empresas de consultoria e auditoria ambiental, que atendem à demanda de serviços por parte, principalmente, de construtoras. "O boom imobiliário que o país vive tem impulsionado a construção, em grandes capitais, dos green buildings, edifícios planejados para racionalizar o consumo de água e energia. Esses projetos são coordenados e assessorados pelo engenheiro ambiental", afirma Sueli Bettine. O profissional é solicitado ainda para trabalhos em equipes multidisciplinares, em que faz estudos de impacto ambiental. As oportunidades são maiores no Sudeste, em áreas de concentração industrial ou agrícola. Na região Norte, esse engenheiro é bastante procurado para trabalhar nos segmentos de mineração e na gestão de recursos naturais, que envolve a implantação de sistemas de tratamento de efluentes e a busca da certificação ISO 14.000, relativa aos cuidados com o meio ambiente.

O curso
O currículo é multidisciplinar e engloba matérias das áreas de exatas, biológicas e sociais aplicadas. Assim, as aulas de matemática, física, química e estatística alternam-se com as de ecologia, geologia, hidrologia, topografi a e hidráulica. A partir do terceiro ano, o aluno aprofunda o estudo de conteúdos profissionalizantes que incluem o tratamento de resíduos, o cálculo de emissões na atmosfera e a avaliação de impactos ambientais, entre outros. A realização de estágio é obrigatória, assim como a apresentação de um projeto de conclusão de curso, que é desenvolvido nos três últimos períodos da graduação. O curso dura em média cinco anos.
Outro nome: Eng. de Rec. Hídricos e do Meio Amb.

O que você pode fazer
Bioprocessos e biotecnologia
Avaliar os efeitos de um processo ou produto sobre o meio ambiente. Criar mecanismos para diminuir ou suprimir os impactos ambientais na produção industrial.
Energia
Avaliar diferentes fontes de energia e implantar o sistema mais adequado a uma região ou a uma atividade industrial ou agrícola.
Controle de poluição
Reduzir o impacto de atividades industriais, urbanas e rurais sobre o meio ambiente. Monitorar a qualidade da água e fiscalizar a emissão de gases que prejudicam a qualidade do ar.
Planejamento e gestão ambiental
Elaborar relatórios de impacto ambiental e planos para o uso de recursos naturais. Assessorar empresas, órgãos públicos e ONGs. Estudar meios de reutilização de resíduos, para otimizar a produção e reduzir gastos.
Recuperação de áreas
Desenvolver e executar projetos de recuperação de áreas poluídas ou degradadas.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA AMBIENTAL

ENGENHARIA AMBIENTAL
Como tomar uma decisão empresarial sem interferir nas questões ambientais que afligem o mundo? O tema é quente, tratado com reserva no mundo dos negócios e, por conta disso, a carreira do engenheiro ambiental ainda é nova. “É uma área de graduação muito recente. Por isso, grande parte dos profissionais experientes vem de outras carreiras, como eu, que sou engenheiro civil. Quando estudei, há trinta anos, fui treinado para domar a natureza, ou seja, para derrubar florestas e abrir estradas. Os tempos são outros. Há uma demanda muito grande por mais gente no mercado, pois o que está em jogo é o futuro da humanidade”, conta Fernando João Rodrigues de Barros, engenheiro civil especializado em engenharia ambiental da Master Ambiental, em Londrina (PR). Esse profissional promove o desenvolvimento econômico sustentável, ou seja, que respeita os limites dos recursos naturais. “Na prática, ele ajuda empresas ou órgãos públicos a adequarem seu funcionamento à legislação, que nessa área é muito nova. Além de as questões ambientais serem uma grande preocupação da sociedade, as empresas não querem ter sua imagem atrelada a impactos negativos na natureza. Na Master, lidamos com licenciamento na área de meio ambiente de empreendimentos imobiliários”, afirma Barros. O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. A principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo. O profissional realiza estudos de impacto ambiental e propõe soluções que visam ao aproveitamento racional dos recursos naturais. Além disso, elabora e executa planos, programas e projetos de gerenciamento de recursos hídricos, saneamento básico, tratamento de resíduos e recuperação de áreas contaminadas ou degradadas. Pode ocupar-se, ainda, do estudo de várias fontes de energia e da avaliação do potencial energético de uma região.
O mercado de trabalhoA procura pelo engenheiro ambiental é grande, principalmente por causa das exigências legais de proteção ao meio ambiente. Empreendimentos que exigem avaliações de impacto ambiental, como usinas termoelétricas, indústrias de base (química e petroquímica, de mineração, side rurgia e de papel e celulose) e grandes obras de infra-estrutura (rodovias e ferrovias), buscam cada vez mais o especialista para o controle de poluição. O mercado de crédito de carbono, mecanismo instituído para reduzir os níveis de poluição global, amplia as possibilidades para o profissional. "Para participar dessa área, as empresas precisam realizar cálculos de emissão e absorção de dióxido de carbono de seus processos industriais. E o engenheiro ambiental é capacitado para essa função", diz Sueli do Carmo Bettine, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), em São Paulo. O especialista em tratamento de efluentes industriais tem boa chance de colocação. No setor público, há vagas em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. A Empresa Brasiliera de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem aberto vagas na área de estudos climáticos. No setor privado, o graduado pode atuar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo. O engenheiro ambiental pode trabalhar em empresas de consultoria e auditoria ambiental, que atendem à demanda de serviços por parte, principalmente, de construtoras. "O boom imobiliário que o país vive tem impulsionado a construção, em grandes capitais, dos green buildings, edifícios planejados para racionalizar o consumo de água e energia. Esses projetos são coordenados e assessorados pelo engenheiro ambiental", afirma Sueli Bettine. O profissional é solicitado ainda para trabalhos em equipes multidisciplinares, em que faz estudos de impacto ambiental. As oportunidades são maiores no Sudeste, em áreas de concentração industrial ou agrícola. Na região Norte, esse engenheiro é bastante procurado para trabalhar nos segmentos de mineração e na gestão de recursos naturais, que envolve a implantação de sistemas de tratamento de efluentes e a busca da certificação ISO 14.000, relativa aos cuidados com o meio ambiente.

O curso
O currículo é multidisciplinar e engloba matérias das áreas de exatas, biológicas e sociais aplicadas. Assim, as aulas de matemática, física, química e estatística alternam-se com as de ecologia, geologia, hidrologia, topografi a e hidráulica. A partir do terceiro ano, o aluno aprofunda o estudo de conteúdos profissionalizantes que incluem o tratamento de resíduos, o cálculo de emissões na atmosfera e a avaliação de impactos ambientais, entre outros. A realização de estágio é obrigatória, assim como a apresentação de um projeto de conclusão de curso, que é desenvolvido nos três últimos períodos da graduação. O curso dura em média cinco anos.
Outro nome: Eng. de Rec. Hídricos e do Meio Amb.

O que você pode fazer

Bioprocessos e biotecnologia
Avaliar os efeitos de um processo ou produto sobre o meio ambiente. Criar mecanismos para diminuir ou suprimir os impactos ambientais na produção industrial.
Energia
Avaliar diferentes fontes de energia e implantar o sistema mais adequado a uma região ou a uma atividade industrial ou agrícola.
Controle de poluição
Reduzir o impacto de atividades industriais, urbanas e rurais sobre o meio ambiente. Monitorar a qualidade da água e fiscalizar a emissão de gases que prejudicam a qualidade do ar.
Planejamento e gestão ambiental
Elaborar relatórios de impacto ambiental e planos para o uso de recursos naturais. Assessorar empresas, órgãos públicos e ONGs. Estudar meios de reutilização de resíduos, para otimizar a produção e reduzir gastos.
Recuperação de áreas
Desenvolver e executar projetos de recuperação de áreas poluídas ou degradadas.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA AERONÁUTICA

ENGENHARIA AERONÁUTICA
É o ramo da engenharia que se ocupa do projeto e da manutenção de aeronaves e do gerenciamento de atividades aeroespaciais. O engenheiro aeronáutico envolve-se no projeto e na construção de todos os tipos de aeronave, como aviões, helicópteros, foguetes e satélites. Esse profi ssional é fundamental para a segurança de qualquer vôo. É ele o responsável pelo processo de manutenção, pela realização de reparos e pelas inspeções periódicas da estrutura e dos equipamentos, como asas, motores e fuselagem. Cuida também dos sensores e instrumentos de controle. Além de fabricar aviões, pode gerenciar obras e serviços ligados à infra-estrutura aeronáutica, como a construção de aeroportos, o planejamento de linhas e o gerenciamento de tráfego aéreo.

O mercado de trabalho
Os formados na área raramente ficam sem emprego. O maior número de vagas é oferecido pela Embraer. A empresa também promove cursos de capacitação da mão-de-obra em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Com sede em São José dos Campos (SP), a Embraer favoreceu a criação de um conglomerado de indústrias nacionais e internacionais que dão suporte à sua produção, tornando a região o maior pólo empregador do país. Até no exterior há procura por engenheiros graduados no Brasil. A própria Embraer fornece serviços de manutenção para suas aeronaves nos Estados Unidos e na Europa. A busca pelo profissional tende a crescer nos próximos anos por causa dos investimentos que o governo brasileiro planeja fazer na infra-estrutura aeronáutica nacional, voltados à modernização de aeroportos e dos órgãos de controle de tráfego aéreo. A grande frota de helicópteros de São Paulo, uma das maiores do mundo, também abre vagas para o profissional, que fica encarregado, sobretudo, da manutenção de aeronaves e desenvolvimento de novos projetos. Há vagas ainda nas indústrias espacial e de defesa.

O curso
Esse é um dos vestibulares mais concorridos do país. Os dois anos de formação básica trazem bastante física, química, matemática e computação. A partir do terceiro ano começam as matérias tecnológicas, como eletrônica e dinâmica de sistemas de controle, além das específicas. Em aerodinâmica, o aluno estuda dinâmica de gases e fluidos. Em estruturas e materiais, conhece resistência de materiais, cálculo e dinâmica estrutural. E, em mecânica de vôo, aprende dinâmica do vôo, desempenho e estabilidade e controle. Em algumas escolas, o aluno opta por uma área de especialização, no terceiro ano. No fim do curso é obrigatório apresentar um trabalho de conclusão. Duração média: cinco anos.
Outro nome: Eng. Aeroespacial.

O que você pode fazer
Coordenação de tráfego aéreo
Orientar o deslocamento de aeronaves, auxiliando nas operações de decolagem e pouso nos aeroportos e aumentando a segurança dos vôos.
Engenharia espacial
Projetar satélites e foguetes, defi nindo os dados técnicos necessários a sua construção, a seu lançamento e a sua operação.
Manutenção
Coordenar a realização de reparos, manutenção preventiva e inspeções periódicas das estruturas, dos sistemas e equipamentos de aeronaves.
Projeto
Desenhar a estrutura e os componentes de aeronaves, definindo os materiais e os processos empregados na produção e realizando ensaios e testes antes da fabricação em escala industrial.
Sistemas
Projetar, construir, testar e instalar motores, instrumentos de controle e sensores em aeronaves. Definir as especificações dos mecanismos que controlam o trem de pouso, a alimentação de combustível e a pressurização da cabine, entre outros.

Veja as universidades, os centros universitários e as faculdades top 10 do MEC

Confira as universidades, os centros universitários e as faculdades top segundo o IGC (Índice Geral de Cursos), divulgado nesta segunda-feira (31), pelo MEC (Ministério da Educação).
Melhores universidades no IGC
1. Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
Federal, SP, Pontos 439

2. UFCSPA (Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre)
Federal, RS, Pontos 415

3. UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
Federal, MG, Pontos 410
Centros universitários
4. Ufla (Universidade Federal de Lavras)
Federal, MG, Pontos 405

5. UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Federal, RS, Pontos 402

6. UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
Federal,MG, Pontos 401

7. UFV (Fundação Universidade Federal de Viçosa)
Federal, MG, Pontos 398

8. UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
Federal, SP, Pontos 391

9. UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Federal, RJ, Pontos 386

10. UnB (Universidade de Brasília)
Federal, DF, Pontos 384
Centros universitários

1. IF-SC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina)
SC, Federal, Pontos 391

2. IF-Sul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense)
RS, Federal, Pontos 349

3. Fecap (Centro Universitário Fecap)
SP, Privada, Pontos 344

4. FAE (Centro Universitário Franciscano do Paraná)
PR, Privada, Pontos 337

5. Senac-SP (Centro Universitário SENAC)
SP, Privada, Pontos 318

6. UniRitter (Centro Universitário Ritter dos Reis)
RS, Privada, Pontos 313

7. Feevale (Centro Universitário Feevale)
RS, Privada, Pontos 310

8. Ifes (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo)
ES, Federal, Pontos 308

9. IF-GO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás)
GO, Federal, Pontos, 306

10. Unifra (Centro Universitário Franciscano)
RS, Privada, Pontos 301

Inscrições para vestibular 2010 Unifesp começam nesta terça

Vestibular
Terça, 1 de setembro de 2009, 11h10 Atualizada às 12h02
Inscrições para vestibular 2010 Unifesp começam nesta terça
Iniciam nesta terça-feira as inscrições para o vestibular de verão 2010 da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As inscrições devem ser realizadas a partir das 16 horas de hoje, dia 1º, até o dia 30 de setembro pelo site da Vunesp.

Para a realização da inscrição do vestibular em duas fases é necessário preencher a ficha informando o curso para o qual o candidato pretende se inscrever, a cidade onde pretende realizar as provas e o número do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O número do Enem é fundamental para a inscrição já que a nota da parte objetiva do exame será aproveitada entre os critérios de classificação.

Os cursos oferecidos pela Unifesp que terão seu vestibular dividido em duas fases são:- Campus São Paulo: Ciências Biológicas - modalidade médica (Bacharelado), Enfermagem (Bacharelado), Fonoaudiologia (Bacharelado) e Medicina (Bacharelado)- Campus Diadema: Ciências Biológicas (Bacharelado) e Engenharia Química (Bacharelado) - Campus Guarulhos: Letras (Bacharelado e Licenciatura)

Taxa
A taxa para a inscrição é de R$ 76 e deve ser paga por meio de boleto bancário, em qualquer agência bancária ou banco eletrônico.

Fase única
Para os cursos que aderiram ao sistema unificado - com vestibular em uma única fase - será utilizada a nota integral do Enem.

Isentos
Os beneficiados com a isenção deverão efetivar sua inscrição do vestibular pelo site da Unifesp , pela modalidade Isento.

Mais informações sobre o vestibular da Unifesp 2010 poderão ser encontradas no site da instituição: http://vestibular.unifesp.br, ou através do Manual do Candidato.
As informações sobre este processo foram divulgadas pela faculdade ou instituto responsável pelo exame. Nem sempre as alterações no processo são informadas ao Terra Vestibular. Em caso de dúvidas, consulte diretamente o site da instituição.
Redação Terra