sexta-feira, 11 de setembro de 2009

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA DE ALIMENTOS

ENGENHARIA DE ALIMENTOS
São as técnicas e os conhecimentos usados na fabricação, na conservação, no armazenamento e no transporte de alimentos industrializados. Esse profissional cuida de todas as etapas de preparo e conservação de alimentos de origem animal e vegetal. Seleciona a matéria-prima, como leite, carnes, peixes, legumes e frutas, e define a melhor forma de armazenagem, acondicionamento e preservação dos produtos, projetando equipamentos e embalagens. Cria e testa formulações, a fim de determinar o valor nutricional de alimentos industrializados, seu sabor, sua cor e consistência. Define, também, o tipo de conservantes usados na preservação. A indústria alimentícia é, sem dúvida, seu principal campo de atuação. Mas pode trabalhar, ainda, em indústrias fornecedoras de equipamentos, embalagens e aditivos.

O mercado de trabalho
A indústria de alimentos responde atualmente por cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos últimos cinco anos, praticamente dobrou o faturamento. Com isso, as perspectivas de trabalho no setor são boas. A grande maioria dos profissionais encontra emprego antes mesmo de concluir o curso. Empresas alimentícias e agroindústrias, de todos os portes, abrem as portas para o bacharel nas áreas de controle de qualidade, produção, pesquisa e desenvolvimento, projetos e vendas técnicas. Nos estados de Goiás e de Mato Grosso, há chances de emprego com a soja, o gado de corte, o processamento de óleos e os frigoríficos para exportação. O Rio Grande do Sul e o Paraná prometem vagas nas indústrias de óleos e carnes. Em supermercados e nas empresas de food service e de fast food, que oferecem alimentos prontos e semiprontos, o engenheiro atua na especificação técnica de equipamentos e no preparo, no controle de qualidade, na conservação e na estocagem dos alimentos. No setor de logística, é grande a demanda pelo profissional, para cuidar da conservação de alimentos perecíveis durante o transporte para a sua distribuição. Essas vagas são mais freqüentes nas regiões Sul e Sudeste.

O curso
Os dois primeiros anos são de formação básica com aulas de matemática, química, bioquímica, físico-química e termodinâmica. Depois, o currículo enfatiza as disciplinas mais técnicas ligadas à produção e conservação dos vários tipos de alimentos. Os conteúdos das áreas de economia e administração dão fundamento para o futuro profissional atuar em gerenciamento industrial. O estágio é obrigatório no último ano. Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Automação de processos
Planejar e implantar linhas automatizadas de produção.
Controle de qualidade
Organizar métodos e sistemas de controle de qualidade das matérias-primas e do produto processado nas indústrias alimentícias.
Pesquisa e desenvolvimento
Criar e aperfeiçoar produtos, de acordo com as necessidades do mercado. Pesquisar e elaborar tecnologias de produção.
Produção
Estudar processos de conservação e de embalagem, coordenar análises laboratoriais e fazer a seleção de máquinas e equipamentos fabris.
Projetos agroindustriais
Avaliar a viabilidade econômica de novas indústrias, estudando as oportunidades de mercado, os custos, as instalações e os equipamentos.
Tratamento de resíduos
Definir métodos de descarte, reciclagem e possível reaproveitamento de resíduos da indústria alimentícia, protegendo o meio ambiente.
Vendas técnicas
Comercializar matérias-primas, aditivos e equipamentos para indústrias alimentícias e também produtos de toda a cadeia produtiva de alimentos para o consumo.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO

ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO
É o conjunto de conhecimentos usados no desenvolvimento de computadores e seus periféricos. O engenheiro da computação projeta e constrói computadores, periféricos e sistemas que integram hardware e software. Produz novas máquinas e equipamentos computacionais para ser utilizados em diversos setores, de acordo com as necessidades do mercado. Desenvolve produtos para serviços de telecomunicações, como os que fazem a interligação entre redes de telefonia. Pode, ainda, planejar e implementar redes de computadores e seus componentes, como roteadores e cabeamentos.

O mercado de trabalho
Os formados nessa área não costumam ter difi culdade para arranjar trabalho, e a carreira deve permanecer assim pelos próximos anos. Geralmente, as portas para o primeiro emprego são abertas por um estágio numa grande empresa e, não raro, o estudante é contratado antes mesmo de terminar a graduação. Além de atuar em companhias do setor de tecnologia, o profissional pode encontrar espaço em diversos segmentos, já que toda empresa de grande porte tem uma área de TI. Outros setores que podem contratar o engenheiro são os de telecomunicação e de desenvolvimento de software e hardware. A atividade em gerência e na área de banco de dados também é uma tendência. As ofertas de emprego continuam boas em bancos, empresas de comércio eletrônico e de consultoria tecnológica para o especialista em desenvolvimento de softwares e sistemas. O governo federal vem dando prioridade para financiamentos destinados a formar mestres e doutores em engenharia da computação e assim estimular o desenvolvimento da indústria nessa área. Essa medida abre maiores perspectivas para o profissional dedicado ao ensino e à pesquisa. As regiões Sul e Sudeste, principalmente o estado de São Paulo, são responsáveis pelo maior número de empregos, mas há vagas por todos os estados. Fora do eixo Rio–São Paulo, todos os estados necessitam de professores universitários na área. Para atuar no ensino superior, no entanto, é preciso ter pós-graduação.

O curso
O currículo traz as matérias básicas de engenharia e outras específicas, como eletrônica, linguagens de programação, circuitos elétricos, circuitos lógicos, redes de computadores e banco de dados. No último ano, o aluno faz um estágio supervisionado e tem a oportunidade de cursar disciplinas eletivas que orientam sua formação para uma área específica da profissão, como, por exemplo, a criação de softwares. No projeto de conclusão de curso, ele desenvolve hardwares ou aplicativos para um sistema de computação. Duração média: cinco anos.
Outros nomes: Eng. de Sist. Dig.

O que você pode fazer

Automação industrial e robótica
Projetar robôs, sistemas digitais e computadorizados para fábricas, como linhas de produção e máquinas.
Desenvolvimento de softwares e aplicativos
Desenvolvimento de softwares e aplicativos Criar programas de computadores segundo as necessidades do cliente. Projetar e desenvolver novos sistemas operacionais e linguagens específicas, buscando inovações tecnológicas.
Fabricação de hardware
Projetar e construir computadores e periféricos.
Marketing e vendas
Planejar e coordenar ações para a comercialização de equipamentos de informática. Suporte Gerenciar e dar assistência a redes de computadores em grandes empresas

Fuvest encerra prazo de inscrição para o vestibular 2010 nesta sexta-feira

Da Redação UOL
Em São Paulo
A Fuvest encerra as inscrições para o vestibular 2010 nesta sexta-feira (11). A taxa de inscrição custa R$ 100 e pode ser paga até o dia 14 de setembro. A instituição lançou um site exclusivo para o processo de inscrição: www.fuvest.com.br; os pedidos podem ser feitos até as 23h59.
Os organizadores do vestibular anunciaram na última terça-feira (8) que o curso de arquitetura e urbanismo oferecido em São Carlos ganhará mais 15 vagas, com início já em 2010. Os vestibulandos já poderão concorrer a essas vagas nesse vestibular: para se inscrever é necessário optar pela carreira 202. Ao todo, o curso terá 45 vagas.

Necessidades especiais
Candidatos que se declararem portadores de necessidades especiais devem preencher a ficha de cadastramento e encaminhar à Fuvest, por carta registrada, a documentação comprobatória de sua condição. O envelope deverá ser endereçado para:
ESPECIAL - VEST. 01FUVEST
Rua Alvarenga, 1945/1951
Butantã, São Paulo, SP
CEP: 05509-004
A documentação será analisada pela equipe médica dos organizadores do vestibular e um comunicado será enviado ao candidato, pelo correio, informando as condições que lhe serão oferecidas em cumprimento da legislação brasileira.

Vagas e manuais
Estão em disputa 10.812 vagas, sendo 10.622 para a USP; cem para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e 90 vagas (30 para mulheres e 60 para homens) para a Academia de Policia Militar do Barro Branco.
Pela primeira vez na sua história, a Fuvest oferece o manual do candidato somente pela internet. Consulte as duas versões:
Fuvest 2010: Manual do Candidato (arquivo em .pdf)
Fuvest 2010: Manual do Candidato da Academia do Barro Branco (arquivo em .pdf)
Calendário
Veja as datas das provas e divulgação de listas.

16/11/2009 - divulgação dos locais de prova da primeira fase.

22/11/2009 - 1ª fase da Fuvest, com 90 testes de múltipla escolha. O vestibulando terá cinco horas para resolver as questões.

14/12/2009 - lista de aprovados na primeira fase.

3/1/2010 - 2ª fase da Fuvest, prova dissertativa de português (dez questões) e redação.
Atenção: os candidatos convocados para a segunda fase deverão entregar, no primeiro dia de exame, uma foto 3x4, recente. O tempo de prova é de quatro horas.

4/1/2010 - 2ª fase da Fuvest, com prova dissertativa (20 questões) das disciplinas história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. Cada questão poderá abranger conhecimentos de mais de uma disciplina. O candidato tem quatro horas para acabar a prova.

5/1/2010 - 2ª fase da Fuvest, com 12 questões de duas ou três disciplinas específicas (seis ou quatro de cada), de acordo com a carreira escolhida. A duração do exame é de quatro horas.Na segunda fase, todo o candidato responderá a um total de 42 questões e elaborará uma Redação, independentemente da carreira escolhida (exceção para os candidatos inscritos nas duas carreiras da Polícia Militar).

Mudanças na Fuvest 2010
No novo formato, a Fuvest 2010 manterá a primeira fase com 90 questões - mas as provas da segunda fase foram alteradas.A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.

Nova ortografia
A Fuvest adotará, nas provas do vestibular 2010, as normas do Acordo Ortográfico da língua portuguesa. Os candidatos, no entanto, poderão optar por escrever ou não de acordo com as novas regras. Como previsto, há um período de adaptação até 2012, segundo o qual os candidatos poderão optar por seguir, nas provas dissertativas da segunda fase, as novas regras ortográficas ou continuar usando as que estavam em vigor antes do acordo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA QUÍMICA

ENGENHARIA QUÍMICA
Quem se interessa por química na escola deve tomar cuidado antes de escolher a carreira. “Esta engenharia tem muito pouco dessa disciplina. O profissional de química é formado para transformar uma coisa em outra, analisando em laboratório, por exemplo, as reações e a energia que se gasta nos processos. Apesar de ter esse conhecimento, o engenheiro químico projeta máquinas, analisa materiais e estuda a mecânica que possibilita os processos químicos”, explica Fabiana Dias Costa Gallotta, 29 anos, engenheira química da Petrobras, no Rio de Janeiro. São várias as opções profissionais para o engenheiro químico. Ele cria e aperfeiçoa técnicas de extração de matérias-primas, bem como de sua utilização ou transformação em produtos químicos e petroquímicos, como tintas, plásticos, têxteis, papel e celulose. Desenvolve produtos e equipamentos, além de pesquisar tecnologias mais eficientes e menos poluidoras. Também projeta e dirige a construção, a montagem e o funcionamento de fábricas, usinas e estações de tratamento de rejeitos industriais. Pesquisa e implanta processos industriais não poluentes, de acordo com a lei, a normatização e o desenvolvimento sustentável. “Ele terá um grande papel no desenvolvimento de novas formas de energia, como a eólica, o etanol e o biodiesel. Na Petrobras, atuo na área ambiental. A responsabilidade é enorme, pois parte do trabalho é evitar acidentes. Para isso, temos uma equipe multidisciplinar, com biólogos e oceanógrafos”, diz Fabiana.

O mercado de trabalho
Nos últimos anos, os investimentos das indústrias, sobretudo as voltadas para exportação, abriram vagas para o engenheiro químico. "A criação de matérias-primas mais resistentes, leves, compactas e baratas, aumenta a competitividade das indústrias e torna o profissional uma peça estratégica nas corporações, já que ele participa desses desenvolvimentos", diz Kamal Mattar, presidente da Associação dos Engenheiros Politécnicos. Os setores petroquímico, de papel e celulose, alimentício e farmacêutico têm uma demanda acentuada pelo graduado. As empresas de reciclagem e as indústrias que se preocupam com o reaproveitamento de materiais também oferecem oportunidades a quem atua na área de meio ambiente. Os segmentos de controle de processos, que demandam conhecimento de alta tecnologia, e de processos biotecnológicos em geral, valorizam cada vez mais o engenheiro químico. Os cuidados com a natureza também impulsionam a procura pelo especialista, que está envolvido com o tratamento de resíduos das indústrias. Os pólos industriais de São Paulo e do Rio de Janeiro são os principais empregadores. Muitas indústrias químicas migraram para o interior do estado de São Paulo, e cresceram as chances de colocação nas regiões de Campinas, São Carlos e Rio Claro.

O curso
Física, química e matemática estão presentes no currículo durante todo o curso, que tem duração média de cinco anos. Com os recentes avanços da biotecnologia, os conhecimentos de biologia vêm sendo incorporados ao currículo. A partir do terceiro ano, essas disciplinas passam a ser aplicadas a processos físico-químicos, nos quais o aluno aprende a identificar as reações, a analisar e a purificar compostos químicos e a projetar equipamentos relacionados com as diversas transformações que ocorrem na indústria química. As aulas em laboratório, inclusive no de informática, ocupam parte significativa da carga horária e são fundamentais para o estudante se familiarizar com os equipamentos industriais e se preparar para enfrentar problemas reais de uma fábrica. Algumas escolas oferecem formação específica em certas áreas, como meio ambiente ou celulose e papel.
Outro nome: Eng. Ind. Quím.

O que você pode fazer
Desenvolvimento
Criar produtos e analisar sua viabilidade técnica e econômica. Aperfeiçoar o processo de fabricação ou beneficiamento de produtos, introduzindo novas tecnologias e adaptando as que estão em operação.
Meio ambiente
Definir normas e métodos de preservação ambiental. Reciclar e tratar resíduos industriais.
Processo industrial
Planejar e supervisionar operações industriais, administrando as equipes e as diversas etapas de produção. Estudar e implantar métodos para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a segurança no trabalho.
Projetos
Projetar fábricas, determinar processos de produção, instalações e equipamentos, procedimentos de segurança e a logística de estocagem e movimentação de materiais. UOL Vestibular

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA NAVAL

ENGENHARIA NAVAL
É a área da engenharia que cuida do projeto, da construção e da manutenção de embarcações e seus equipamentos. O engenheiro naval projeta a estrutura, os motores e os demais componentes de navios. Para isso, considera o uso a ser dado à embarcação, a quantidade de carga ou de passageiros a ser transportada, a distância a ser percorrida e o local de operação, se em rios, lagos, mares ou oceanos. Na construção, supervisiona os técnicos e os operários, verifica a qualidade da matéria-prima e os métodos de trabalho e acompanha toda a fabricação. Pode também gerenciar o transporte marítimo e fluvial, controlando o tráfego de embarcações e os serviços de comunicação. Outras áreas de atuação para esse profissional são lazer e esportes náuticos, a criação de animais marinhos e a exploração de recursos minerais do oceano, sobretudo o petróleo.

O mercado de trabalho
O mercado voltou a crescer nos últimos três anos e existe uma demanda pelo profissional em todo o país. A construção de novos estaleiros no Rio Grande do Sul e em Pernambuco e a modernização dos estaleiros no Rio de Janeiro, com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, devem abrir vagas para o engenheiro naval, que é contratado para atuar em projetos, supervisão, inspeção, planejamento e gestão de operação. Historicamente, os melhores postos de trabalho se encontram em empresas de exploração de petróleo, como a Petrobras, que oferece vagas por meio de concursos para especialistas em gerenciamento de projetos. Firmas de engenharia off shore, consultorias e os setores logístico e militar também requisitam o graduado. Os recém-formados encontram oportunidades em escritórios de projetos e classificadoras – empresas que certificam se as construções estão ou não de acordo com as normas internacionais. Além dos estaleiros, esses escritórios são os melhores empregadores do profissional. Na área de navegação fluvial, a hidrovia Tietê–Paraná está com as operações ampliadas para transporte do Etanol.
O curso
O curso tem dois anos de formação básica com muita física, matemática, computação e química. Em seguida, começam as matérias específicas das engenharias (mecânica de fluidos, termodinâmica e ciência e resistência dos materiais) e da formação profissionalizante (hidrodinâmica, estruturas navais, projeto de navio e plataformas marítimas, construção naval e transporte aquaviário). Em aulas práticas de laboratório, o aluno constrói e testa modelos e maquetes estruturais, não só de embarcações tradicionais como também de submarinos e robôs subaquáticos. O estágio e o projeto de conclusão de curso são obrigatórios. Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer
Construção naval
Projetar e coordenar a construção de embarcações, como navios, barcos e lanchas. Gerenciar serviços de manutenção, reparos e conservação de cascos, motores e máquinas.
Gerenciamento de transporte
Planejar todas as etapas do comércio fluvial ou marítimo, desde o embarque e o transporte de carga até o desembarque e o armazenamento. Pesquisa e desenvolvimento Criar novas tecnologias e adaptá-las a submarinos, plataformas flutuantes e robôs para exploração submarina.
Projeto de sistemas oceânicos
Planejar e construir plataformas marítimas e tubulações para o transporte de petróleo.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA METALURGICA

ENGENHARIA METALÚRGICA
É o conjunto de conhecimentos empregados na transformação de minérios em metais e ligas metálicas e em suas aplicações industriais. Com profundo conhecimento dos metais e de suas propriedades, esse engenheiro é responsável pelo beneficiamento de minérios e por sua transformação em metais e ligas metálicas. Ele atua em todo o processo, desde extração, refino e conformação até a obtenção de produtos com estrutura e propriedades ajustadas às diferentes finalidades. Ele desenvolve e adapta esses metais para os mais diversos usos industriais, desde a confecção de chapas e vigas para a construção civil até a produção de latas de refrigerante, implantes ortopédicos e trens de pouso de aviões. Também combina metais com outros materiais, como vidro, plástico ou cerâmica, criando compostos com novas propriedades. Presente em quase todos os segmentos industriais, esse profissional é indispensável nas indústrias de base e no setor metalúrgico.

O mercado de trabalho
Engenheiros metalúrgicos encontram boa oferta de empregos em empresas dos setores mecânico e de metalurgia de metais não-ferrosos. Outro campo promissor está nas indústrias aeronáuticas, siderúrgicas e de mineração. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil é o nono maior produtor e oitavo exportador mundial do aço. Novos investimentos garantem perspectivas positivas de emprego na área para os próximos dez anos. Nas mineradoras, especialmente as dos setores de alumínio e cobre, o profissional trabalha na área de metalurgia primária, que inclui a laminação e a fundição dos produtos. Os empregadores concentram-se principalmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará e Maranhão. Os engenheiros metalúrgicos também são requisitados em setores públicos, empresas de projetos e de consultoria, indústrias de autopeças, além de bancos para fazer análise de projetos e centros de pesquisa.

O curso
Os dois primeiros anos são dedicados às disciplinas básicas comuns a todas as engenharias. A partir do terceiro ano dominam as matérias específicas, entre elas processos de transformação, metalurgia extrativa e física. O aluno cumpre boa parte da carga horária em laboratório. Também se dedica ao estudo das variáveis dos processos de produção de metais e ligas e à caracterização das propriedades desses materiais. No fim do curso são exigidos um estágio e um trabalho de conclusão. Algumas escolas oferecem formação semelhante no curso de Engenharia de Materiais com habilitação em metais. Duração média: cinco anos.
Outros nomes: Eng. de Fundição; Eng. Metal. e de Mat.

O que você pode fazer
Metais ferrosos
Desenvolver ligas metálicas que contenham ferro. Acompanhar as diversas fases de fabricação em usinas siderúrgicas, do planejamento ao controle de qualidade da produção.
Metais não-ferrosos
Produzir ligas metálicas que não contenham ferro, como alumínio e cobre. Definir técnicas e métodos para trabalhar com cada metal.
Tratamento de metais
Controlar o processo de transformação de metais ferrosos e não-ferrosos. Estudar a composição e as propriedades dos metais e definir o melhor tipo de tratamento. UOL Vestibular.

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA MECÂNICA

ENGENHARIA MECÂNICA
É a área da engenharia que cuida do desenvolvimento, do projeto, da construção e da manutenção de máquinas e equipamentos. O engenheiro mecânico desenvolve e projeta máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e de refrigeração e ferramentas específicas da indústria mecânica. Também supervisiona sua produção. Calcula a quantidade necessária de matéria-prima, providencia moldes das peças que serão fabricadas, cria protótipos e testa os produtos obtidos. Organiza sistemas de armazenagem, supervisiona processos e define normas e procedimentos de segurança para a produção. Controla a qualidade, acompanhando e analisando testes de resistência, calibrando e conferindo medidas. Pode dedicar-se às vendas. Costuma trabalhar com engenheiros eletricistas, de materiais, de produção e de automação e controle, na montagem e automação de sistemas, na manutenção de aeronaves e na indústria de eletroeletrônicos.

O mercado de trabalho
Esse mercado está bastante aquecido, principalmente nas montadoras de automóveis, fábricas de autopeças e de alumínio, assim como nas indústrias dos setores petroquímico, metalmecânico e de produção naval. Nesses casos, o profissional é empregado para trabalhos em projetos de linhas de produção, máquinas e equipamentos e em processos de manufatura. O boom do setor imobiliário, que tende a crescer entre 20 e 30% este ano, eleva a procura por especialistas em maquinário pesado, usado na construção de prédios e em obras em geral, e por equipamentos de refrigeração e energia, como geradores e turbinas hidráulicas. Outro ramo de atividade muito importante é o de manutenção de equipamentos de produção, no qual ingressam os especialistas em mecatrônica. O recém-formado também encontra oferta de emprego no setor aeronáutico. A região Sudeste, por ser o maior pólo da indústria nacional, principalmente no ABC paulista, continua empregando mais. Mas verifica-se um crescimento de demanda nos estados do Sul, com a indústria de equipamentos e automobilística; no Nordeste, com a área de petróleo e autopeças; e na agroindústria, com a necessidade de manutenção dos equipamentos de máquinas agrícolas. O engenheiro mecânico encontra vagas também no pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia. MBA, cursos de educação continuada, pós-graduação e até doutorado podem colaborar para melhores conquistas profissionais, principalmente na área de desenvolvimento tecnológico.
O cursoAlém das disciplinas básicas de engenharia, entre elas física e matemática, o aluno assiste a aulas de termodinâmica, mecânica dos fluidos, transmissão de calor, resistência de materiais, processos de transformação, vibrações e sistemas mecânicos. Muitas escolas direcionam a formação para uma especialidade, como aeronaves, armamentos ou manutenção. A USP em São Carlos, por exemplo, oferece cinco habilitações: mecatrônica, materiais metálicos, mecânica plena, aeronaves e projetos. Seja como for, há muita atividade em laboratório, como desenvolvimento de ensaios e de protótipos e estudo de combustíveis alternativos e de tecnologia de ponta. Fique preparado para desenvolver sua habilidade em desenho, indispensável para o projeto de máquinas.Duração média: cinco anos.
Outros nomes: Eng. de Prod. Mecân.; Eng. Ind. (mecân.); Eng. Ind. Mecân.

O que você pode fazer
Máquinas e equipamentos
Projetar e coordenar a fabricação de moldes para ferramentas, máquinas e dispositivos para testes de resistência mecânica.
Pesquisa e desenvolvimento
Fazer protótipos de máquinas e realizar testes de produtos, para determinar modificações necessárias.
Processos
Pesquisar e desenvolver produtos e gerenciar as diversas etapas de sua fabricação.
Projeto
Planejar e instalar linhas de produção e fazer adaptações nas já existentes. Vendas técnicas Acompanhar a comercialização da produção e dar suporte técnico aos clientes. UOL Vestibular

GUIA DE PROFISSÕES: ENGENHARIA INDUSTRIAL

ENGENHARIA INDUSTRIAL
É a área que cuida dos recursos necessários à produção industrial. Esse profissional é o típico engenheiro de chão de fábrica, que acompanha de perto a implantação e a manutenção da infra-estrutura industrial, como redes de água e de gás, pontes e esteiras rolantes. Ele organiza e administra as instalações industriais, desde a chegada da matéria-prima à fábrica até o controle de qualidade do produto final, seguindo o cronograma estabelecido. Faz a ligação entre o engenheiro responsável pelo projeto de máquinas e o de produção, que cuida da organização do trabalho. Analisa custos, gerencia a mão-de-obra e administra o uso de equipamentos e matérias-primas. Pode se dedicar a diversos ramos das engenharias, como mecânica, madeireira ou química.

O mercado de trabalho
Há boas perspectivas de colocação para esse profissional em vários setores industriais, como alimentício, cosmético, farmacêutico e de autopeças, e em consultorias que prestam serviços a indústrias. O crescimento da indústria do petróleo deve contribuir para o aumento da demanda no setor petroquímico, sobretudo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, na costa de Santos, no litoral de São Paulo, e na Bahia. A indústria de açúcar e álcool – na qual o profissional tem foco na engenharia de processos e na otimização da produção – está com boas perspectivas de investimento, inclusive por parte de estrangeiros, para os próximos anos. Há planos de projetos nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, elevando a procura pelo bacharel. Em empresas das áreas de telecomunicações, eletrotécnica e de energia, principalmente as de geração de energia, como a Light, há vagas sobretudo nas regiões Sudeste e Sul. O especialista na área de computação é bastante requisitado por sua versatilidade, que pode inseri-lo em qualquer setor industrial. O conhecimento da área de biomédicas também amplia a possibilidade de emprego, uma vez que os exames médicos exigem equipamentos de última geração, desenvolvidos pelo engenheiro industrial.

O curso
Preste atenção antes mesmo de se inscrever no vestibular, pois o curso de Engenharia Industrial oferece as seguintes habilitações: mecânica, madereira e química. As disciplinas do ciclo básico (álgebra, física, química, cálculo e informática) concentram-se nos dois primeiros anos e são quase as mesmas em todas as habilitações. O curso dá boa base na área gerencial, com matérias como economia, administração, empreendedorismo e psicologia aplicada ao trabalho. As disciplinas profissionalizantes, ministradas a partir do terceiro ano, variam dependendo da habilitação escolhida. Cerca de metade da carga horária se dá em laboratório. O estágio e um trabalho de conclusão de curso são obrigatórios para tirar o diploma. Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer
Controle de qualidade
Supervisionar o processo de produção para garantir a qualidade do produto.
Máquinas e equipamentos
Projetar e supervisionar a construção de fábricas. Instalar máquinas e equipamentos necessários à implantação de indústrias.
Processos industriais
Gerenciar as diversas etapas do processo de fabricação, controlando o funcionamento das máquinas, os turnos de trabalho e a qualidade e o fluxo das matérias-primas.
Planejamento e controle da produção
Garantir a rentabilidade do processo produtivo, definindo os recursos que serão usados na fabricação, como máquinas, mão-de-obra, processos e softwares específicos.