sábado, 3 de outubro de 2009

Ministério avalia aplicar o Enem na 2ª quinzena de novembro

Laryssa Borges
Brasília

O ministério da Educação (MEC) informou neste sábado que trabalha com a possibilidade de aplicar a nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) da segunda quinzena de novembro. A avaliação estava marcada para este final de semana, mas o vazamento de questões obrigou o governo a cancelar o exame. Ao todo, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o Enem deste ano em 1.829 municípios.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, passou o sábado reunido com técnicos do ministério e pretende se reunir na próxima segunda-feira com 55 reitores de universidades públicas e outros 38 de instituições federais de ensino para avaliar os possíveis efeitos do adiamento da prova nos vestibulares. Por hora, o MEC descarta aplicar a prova em dezembro, por considerar que a divulgação dos resultados só ocorreria em meados de fevereiro, o que atrasaria todos os vestibulares.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, informou que o governo avaliou neste sábado os detalhes da reprodução da prova feita na gráfica, o manuseio dos exercícios e a distribuição da prova nos locais do exame. O governo considera que é na distribuição que existe o ponto de maior fragilidade e possível alvo dos fraudadores.

Independentemente da data do novo Enem, o MEC já tem prontas duas novas provas - uma delas registrada como reserva para eventuais problemas na futura aplicação do exame. Neste domingo o ministério realizará uma nova reunião com a equipe técnica para tentar descobrir os garagalos que facilitaram o vazamento de questões do Enem 2009.

Até o momento não está descartada a ajuda das Forças Armadas ou dos Correios para garantir a credibilidade e a inviolabilidade dos futuros exames. A Polícia Federal já abriu inquérito para apurar a responsabilidade pela divulgação de questões relacionadas ao exame. O consórcio Connasel, responsável pela prova, apresentou na sexta-feira suas versões sobre as eventuais falhas na segurança do exame e segundo fontes do MEC terá de apresentar respostas sobre o problema ainda nesta segunda-feira.

Por enquanto, o governo ainda não pretende pedir a rescisão do contrato com o consórcio, mas já trabalha com a possibildade de um contrato emergencial que permitira a elaboração de um novo Enem em prazo hábil e ainda avalia as chances de um exame promovido apenas pelo MEC e pelo Inep.

Cancelamento
O exame de Ensino Médio, que seria realizado neste sábado e domingo, foi cancelado após suspeitas de vazamento de questões. As suspeitas de fraude no exame ocorreram após um homem ter telefonado para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. Nas provas havia questões com o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma tirinha da personagem argentina Mafalda e um exercício sobre índices de desmatamento na Amazônia.
Redação Terra

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enem: reitores irão a Brasília discutir datas dos vestibulares

Laryssa Borges
Brasília
O Ministério da Educação (MEC) informou nesta sexta-feira que na próxima semana reitores de todo o país irão a Brasília discutir uma eventual mudança no calendário dos vestibulares por conta do vazamento de questões do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). A reunião dos representantes das instituições de ensino superior ainda não tem data agendada, mas deve ocorrer entre segunda e terça-feiras. Neste fim de semana novas reuniões técnicas serão feitas na capital federal para tentar detectar em que momento houve a falha que permitiu o acesso ilegal a questões da prova.

"Não sabemos, nem o Inep nem MEC sabe onde foi violada a prova. Olhamos as principais cadeias e elementos desse processo, como é possível melhorar por parte do consórcio para esse exame e para os outros exames", disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes.

Até o momento, o MEC não definiu a nova data de aplicação das provas do Enem, mas como diversas universidades utilizam o exame como parte da nota do processo de seleção do aluno e até como substituto do vestibular, é possível que vestibulares tenham de ter suas datas alteradas.

Por ora, não está sendo discutida uma possível revogação do contrato entre o governo e o Connasel, consórcio formado por Consultec, Funrio e Cetro e responsável pelas provas do Enem. "Estamos discutindo os procedimentos de logística da concepção da prova e todos os processos até chegar ao local de aplicação (das provas). O consórcio apresentou o plano de logística, as medidas tomadas e todos os pontos que poderiam ser melhorados. Não discutimos processos contratuais", disse Fernandes.

Pelo fato de o processo estar sob investigação da Polícia Federal, o presidente do Inep evitou adiantar que mudanças de logística poderiam ser tomadas como forma de garantir maior segurança à futura prova do Enem. "Seria ruim para o processo e para a segurança apresentar processo picado. Vai dar mais ruído na sociedade e é pior para a prova e pior para o exame", declarou, minimizando ainda o fato de o consórcio Connasel, responsável pelo Enem, já ter tido problemas anteriores com vazamento de questões de prova.

"Quase todas as empresas em algum momento do passado tiveram vazamento", disse.
O exame de Ensino Médio, que seria realizado neste sábado e domingo, foi cancelado após suspeitas de vazamento de questões. Ao todo, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o Enem deste ano em 1.829 municípios.

As suspeitas de fraude no exame ocorreram após um homem ter telefonado para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. Nas provas do exame de ensino médio havia questões com o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma tirinha da personagem argentina Mafalda e um exercício sobre índices de desmatamento na Amazônia.
Redação Terra.

PF quer ouvir dono de pizzaria sobre envolvimento no vazamento do Enem


Ele nega participação e diz que deu contato para cliente fazer denúncia.
Tentativa de vender cópia da prova fez MEC cancelar o exame.
Luísa Brito Do G1, em São Paulo
Dono de pizzaria de SP nega envolvimento em vazamento de prova do Enem (Foto: Luísa Brito/G1)

Apontado como intermediador do contato entre homens que supostamente tinham uma cópia da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 e uma repórter do jornal "O Estado de S. Paulo", o publicitário e dono de uma pizzaria na capital paulista, Luciano Rodrigues, de 39 anos, foi chamado pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre o caso, segundo informou seu advogado, Luiz Vicente Bezinelli. O defensor disse que Rodrigues não tem envolvimento com o vazamento do exame.

De acordo com Bezinelli, Rodrigues recebeu um telefonema na quinta-feira (1º) da Polícia Federal determinando que ele fosse depor na próxima segunda-feira (5). Ele confirmou presença.
A tentativa de venda de uma cópia do exame fez com que o Ministério da Educação (MEC) cancelasse, na quinta-feira, a realização da prova marcada para sábado (3) e domingo (4).

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Polícia Federal disse que não falaria sobre o caso nem quis confirmar se Rodrigues foi chamado para depor. A PF apenas confirma que o vazamento da prova está sendo investigado.
Clientes
O G1 esteve no início da tarde desta sexta-feira (2) na pizzaria, na Rua Pamplona, na região dos Jardins, área nobre de São Paulo, para falar com Rodrigues, mas a reportagem foi atendida pelo advogado, que disse ter orientado o cliente a não falar sobre o assunto e deixar a tarefa a cargo do defensor.

Bezinelli disse que o dono da pizzaria foi questionado por um grupo de três clientes do local se ele conhecia algum jornalista, pois eles queriam fazer uma denúncia grave sobre o Enem. De acordo com o advogado, os clientes se limitaram a dizer que era uma denúncia e não falaram que tinham a cópia da prova nem tampouco que queriam vender questões do exame.

O advogado disse que, como Rodrigues já trabalhou no departamento comercial de "O Estado de S. Paulo", deu aos clientes o telefone de uma jornalista da área de educação do jornal e também da redação da "Folha de S.Paulo".

Rodrigues chegou a telefonar para a reportagem dos dois jornais, segundo o advogado, para dizer que havia passado os telefones para que fosse feita uma denúncia sobre o Enem. No entanto, não acompanhou o contato deles com os repórteres, nem soube do encontro entre os rapazes e a jornalista de "O Estado de S. Paulo", de acordo com o relato do defensor.

"Ele só soube quando o escândalo saiu na imprensa", afirmou Bezinelli. Segundo ele, Rodrigues não tem ligação com escolas, cursinhos nem outras instituições da área de educação e também não tem filhos ou outros parentes que vão fazer a prova. "Ele nem sabia que haveria essa prova no fim de semana", garantiu o advogado.

O defensor contou que esses clientes que falaram sobre o Enem aparentam ter cerca de 25 anos e começaram a frequentar a pizzaria há algumas semanas. Rodrigues, segundo o advogado, provavelmente reconheceria os homens se os visse novamente.

UFRJ reabre inscrições do vestibular 2010

Da Redação UOL
Em São Paulo
As inscrições para o vestibular 2010 da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foram reabertas nesta sexta-feira (2). O processo havia sido suspenso ontem devido ao cancelamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009.
Em nota, a instituição "reafirma sua confiança na capacidade do Ministério da Educação de resolver as dificuldades decorrentes do adiamento das provas que seriam realizadas dias 3 e 4 de outubro e declara seu apoio a essas novas formas de acesso às universidades públicas federais, importantes instrumentos para a inclusão social e para a democratização da educação superior brasileira".Os pedidos devem ser feitos pela internet.
No ato da inscrição, é preciso informar o número de inscrição no Enem 2009. O prazo para se inscrever vai até as 18h de 23 de outubro.A nota do Enem 2009 está prevista para ser utilizada como primeira fase do processo seletivo da UFRJ.
Para esse vestibular, a universidade oferece 8.274 vagas. As provas da segunda etapa estavam previstas para os dias 9 e 10 de janeiro de 2010. Os testes de verificação de habilidade específica (THE) sreão realizados nos dias 23 e 24 de janeiro. Outras informações podem ser obtidas no site da UFRJ.

Ministério da Educação disponibiliza as provas do Enem que vazaram

Exame foi cancelado depois de suspeita de fraude.
Cerca de 4,1 milhões de candidatos realizariam a prova.
Do G1, em Brasília

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, que foi cancelado nesta quinta-feira (1º) após suspeita de vazamento.

MEC libera o exame
Confira a prova do Enem do 1º dia que vazou
Confira a prova do Enem do 2º dia que vazou
Confira o gabarito da prova do Enem

A decisão de adiar a prova foi tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na madrugada desta quinta, depois de tomar conhecimento de denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

O jornal “O Estado de São Paulo” revelou que foi procurado por um homem que disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado (3) e no domingo (4), e que queria vender o material por R$ 500 mil.

Em nota, o MEC informou nesta quinta que "já tomou providências" junto à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça para apurar quem vazou a prova".

Cerca de 4,1 milhões de candidatos participaram do exame. A expectativa do MEC é realizar a próxima prova em até 45 dias. Segundo nota divulgada pelo Inep nesta quinta, já há uma segunda prova preparada, que pode ser aplicada quando a nova data do exame for definida. De acordo com o MEC, os alunos serão informados pelo correio, pelo celular e pela internet quando a nova data e os locais forem confirmados. Ainda segundo o MEC, em razão do adiamento, o resultado final das provas, inicialmente previsto para o dia 8 de janeiro, deve atrasar em cerca de um mês.

MEC poderia comprar mais de 6 milhões de livros didáticos com prejuízo do Enem 2009

Bárbara Paludeti
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Com o prejuízo provocado pelo vazamento da prova do Enem 2009, o MEC (Ministério da Educação) poderia adquirir mais de 6 milhões de livros didáticos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Os custos de impressão dos mais de 4 milhões de jogos de provas - que serão descartados depois que a fraude foi descoberta - foram estimados em R$ 30 milhões pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (1º).

R$ 30 MILHÕES: QUANTO ISSO REPRESENTA NA EDUCAÇÃO

6 milhões de livros didáticos

um ano de estudo para 19 mil alunos

205 ônibus escolares

7 milhões de entradas para cinema

A prova, que seria aplicada no próximo final de semana para mais de 4,1 milhões de candidatos, foi suspensa na madrugada desta quinta, após o MEC ter tomado conhecimento da quebra de sigilo do exame.
De acordo com Haddad, a pasta ainda não sabe se o prejuízo será arcado pelo governo ou pelo consórcio que opera a aplicação. "Nós estamos neste momento cuidando de duas questões: da realização do Enem e da apuração da responsabilidade. A partir da tarde, vamos nos debruçar sobre questões jurídicas", afirmou.
O UOL fez um levantamento para tentar dimensionar o tamanho do prejuízo dos cofres públicos.
Veja em que itens da educação essa verba poderia ser investida:

6 milhões de livros didáticos
Com os R$ 30 milhões referentes aos custos de impressão do Enem, seria possível comprar mais de 6 milhões de livros didáticos.
O custo médio por exemplar é de R$ 4,87 no Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Esse foi o valor negociado pelo programa para os títulos do ensino fundamental de 2010. A União vai pagar R$ 504.994.676,54 por 103.581.176 livros adquiridos.

Manutenção de 19 mil alunos do ensino médio por um ano
Os custos de R$ 30 milhões referentes à impressão da prova do Enem 2009 seriam suficientes para manter 19.083 alunos do ensino médio por aproximadamente um ano.
Segundo os dados mais recentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 2007, o custo anual estimado por um aluno do ensino médio é de R$ 1.572. Esta estimativa refere-se aos gastos consolidados do Governo Federal, dos Estados e do Distrito Federal e dos municípios.
Se o cálculo for feito baseado em um estudante da educação terciária - graduação e pós-graduação - cujo custo é de R$ 12.322, seria possível manter 2.434 alunos por um ano com os tais R$ 30 milhões.

205 ônibus de transporte escolar
Esse montante também seria possível adquirir 205 veículos para levar e trazer estudantes. A estimativa foi feita com base nos valores do programa Ônibus Escolar, lançado pelo governo do Estado de São Paulo na terça-feira (29).
Foram gastos mais de R$ 94 milhões na aquisição de 645 ônibus (custo unitário de aproximadamente R$ 145.736) que serão cedidos em regime de comodato para auxílio no transporte de alunos das redes estadual e municipal de ensino.

7 milhões de meias-entradas de cinema
Segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), o preço médio do ingresso de cinema no primeiro semestre de 2009 ficou em R$ 8,56, consequentemente, a meia-entrada para estudantes ficou em torno de R$ 4,28.
Com R$ 30 milhões seria possível comprar mais de 7 milhões de meias-entradas para o cinema a estudantes brasileiros.

Confira o que muda com o adiamento das provas do Enem

Denúncia de vazamento fez governo cancelar o exame do fim de semana.
Mais de 4 milhões de candidatos em todo o país estão inscritos.
Do G1, em São Paulo
Os mais de 4 milhões de candidatos que fariam as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste final de semana não precisarão fazer nova inscrição para participar das provas que serão remarcadas.

O exame foi adiado nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério da Educação após suspeita de fraude. O jornal “O Estado de São Paulo” revelou que foi procurado por um homem que queria vender as provas R$ 500 mil. O MEC acionou a Polícia Federal e informou "já tomou providências" junto à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça para apurar quem vazou a prova". As provas vazadas foram divulgadas na noite de quinta.

Confira abaixo as orientações para os candidatos:
Os estudantes terão de fazer nova inscrição?
Não. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, estão mantidas as inscrições dos cerca de 4 milhões de candidatos inscritos em todo o país.

O MEC abrirá um novo prazo de inscrições?
Não.
Só poderão participar da prova os alunos já inscritos.
O ministério vai elaborar uma nova prova?
Ao organizar o exame, o Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacional (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, preparou, para a hipótese de alguma eventualidade, uma prova substituta para ser aplicada no lugar da que foi cancelada.
Quanto tempo vai demorar para a aplicação dessa nova prova?
Segundo o ministro Fernando Haddad, o tempo necessário é o tempo de impressão de outras 4 milhões de cópias da prova - a expectativa é de que sejam 45 dias. Em nota oficial, o Inep diz que vai divulgar "a nova data nos próximos dias, depois de reorganizar a logística".

Os locais de prova serão os mesmos?
Ainda não está definido. De acordo com o MEC, os alunos serão informados pelo correio, pelo celular e pela internet quando a nova data e os locais forem confirmados. Qual é a recomendação do ministério para os estudantes inscritos? O ministro da Educação sugeriu que os estudantes aproveitassem o tempo para estudar mais. Professores de cursinho pré-vestibular fazem a mesma orientação.

Qual a nova data de divulgação do resultado das provas?
Inicialmente previsto para sair no dia 8 de janeiro, o resultado final das provas deve atrasar em cerca de um mês.

Qual o impacto desse adiamento nos processos seletivos?
Como as notas serão divulgadas mais tarde do que o previsto, o Enem poderá deixar de ser usado em vários processos seletivos do país, mas as instituições estão aguardando uma posição do MEC para se manifestar.

Como os candidatos poderão tirar dúvidas?
O ministério coloca à disposição dos candidatos o e-mail faleconosco@inep.gov.br e o telefone 0800-616161.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ATENÇÃO!!!!! EXAME DO ENEM ADIADO

Vazamento de prova do Enem será investigado, diz Haddad
Prova foi adiada após suspeita de fraude.
Expectativa do MEC é realizar nova prova em 45 dias.
Do G1, com informações do Bom Dia Brasil

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na manhã desta quinta-feira (1) ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, que será feita uma investigação para saber em que momento da impressão da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aconteceu o vazamento. Segundo ele, há fortes indícios de que "houve a subtração de um exemplar" da prova. O teste, que ocorreria no próximo fim de semana, foi cancelado na madrugada desta quinta-feira.

“Este exemplar da prova está comprometido. A equipe técnica constatou que o material correspondia a alguns itens da prova. Será feita uma investigação para identificar em que momento da impressão da prova um exemplar foi furtado. É a primeira vez que [isso] aconteceu em uma prova do Enem”, afirmou. “Nós vamos ter que fazer junto ao consórcio [que aplica o exame] uma investigação para chegar aos responsáveis e prendê-los. Isso não pode acontecer, em virtude da vigilância severa.”

Segundo o ministro, outra prova será realizada assim que se concluir a impressão das novas questões. Haddad disse que ficou “feliz” pelo fato de os estudantes não terem feito a prova. “Em primeiro lugar eu fico feliz não terem feito a prova, você imagina o que seria cancelar a prova depois de realizá-la. Seria um trauma muito grande [para os alunos]”, disse o ministro. “Quem está inscrito permanece inscrito, basta aguardar nova data. [O estudante] deve usar o tempo que ganhou com esse incidente para estudar.”

Inep
O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, disse ao G1, por telefone, que, a princípio, o órgão não cogita mudanças em sua diretoria por causa do vazamento. Fernandes, que estava em São Paulo, a caminho de Brasília para participar da entrevista que o ministro deve conceder no final desta manhã.

Cancelamento
O MEC cancelou a prova, informou a assessoria de comunicação social do MEC, que confirmou também que a decisão partiu do ministro Fernando Haddad, após conhecer denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de que a prova teria vazado. Haddad concederá entrevista nesta quinta, na sede do MEC, em Brasília, para explicar os procedimentos com relação ao Enem. O MEC tem uma segunda versão da prova, mas ainda não está confirmado se essa versão poderá ser utilizada. Cerca de 4,1 milhões de candidatos realizariam o exame. A expectativa do MEC é realizar a próxima prova, que tem como responsável o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 45 dias. O jornal “O Estado de São Paulo” denunciou que foi procurado por um homem que disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado (3) e no domingo (4), e que queria vender o material por R$ 500 mil.